Análise: carinho e acolhimento, o que Márcio Araújo irá encontrar na Chape.

Criticado, rejeitado, vaiado, a ponto de ter sua saída comemorada pela torcida do Flamengo. Márcio Araújo viveu entre altos e baixos em quatro anos com a camisa rubro-negra. Com 33 anos e agora na Chapecoense, o volante receberá na Arena Condá algo que há bom tempo não sabe o que é: acolhimento e paciência para voltar a desempenhar um bom futebol.




O anúncio da saída de Márcio Araújo na última sexta movimentou a internet. O nome do atleta ficou por cinco horas entre os assuntos mais comentados no Twitter – duas deles na primeira posição. Alvo dos flamenguistas, boa parte dos comentários comemoravam a partida. Em meio a uma enxurrada causada pela maior torcida do Brasil, alguns comentários positivos demonstravam satisfação com o desfecho positivo da negociação.
Na internet, já tem até imagens de Márcio Araújo com a camisa da Chapecoense (Foto: Reprodução)
Na internet, já tem até imagens de Márcio Araújo com a camisa da Chapecoense (Foto: Reprodução)
Se para os apaixonados flamenguistas que se acostumaram a reclamar das atuações de Márcio Araújo o acolhimento ao volante causa estranheza, na Chapecoense a situação é bastante normal. A receptividade a atletas, mesmo que em baixa na carreira, é comum por estas bandas. Também é verdade que a paciência dos torcedores não costuma ser muito longa. Bem sabem disso jogadores como Lucca, que passou sem sucesso pelo clube em 2011, e William Arão, que recebeu muitas críticas quando vestiu a camisa do Verdão. Ou mesmo Bruno Silva, do Cruzeiro, e Régis, do Bahia, que apesar de boas atuações em campo viraram alvos da torcida verde e branca por conta de algumas atitudes que não agradaram à época.
A condescendência na Arena Condá pode ser percebida mesmo em casos recentes. Em 2017, Wellington Paulista ficou 26 partidas sem marcar gol. O que em outros clubes seria motivo de caça às bruxas, na Chapecoense virou apoio. Findada a má fase, o atacante assumiu a braçadeira de capitão e teve uma boa sequência na reta final do Brasileirão, terminando como artilheiro da equipe na temporada e um dos responsáveis pela classificação do time para a Libertadores.
Em Chapecó, a torcida trata os jogadores como familiares, em contrapartida espera que os atletas demonstrem em campo que de fato fazem parte desta família. Ao invés das pedaladas e jogadas de efeito, preferem outros lances, como carrinhos, brados e suor. Daí vem a indulgência com quem não está tão bem e o rigor com quem não está acordado com o projeto Chapecoense.
Para quem deseja entender melhor a relação entre Chapecó e o futebol, sugiro a leitura do texto feito pelo repórter Cahê Mota, que viveu o dia-a-dia do clube na última temporada.
– Chapecó é uma cidade que vive o futebol como poucas. Ou como nenhuma. Nunca vi um lugar abraçar tanto um clube. Tem um monte de gremista e colorado? Sim. Mas não mexam com a Chape. É patrimônio. A frase “Somos mais que 11” está longe de ser só um slogan. Permitam-me comparar com o “Més que un club”, do Barcelona. Aqui, eles compram o barulho. Brigam, ficam bravos. Jogam junto, 200 mil. Já cobri Flamengo, Fluminense, Vasco, Chelsea. Nunca vi nada assim. Não em grandeza, mas em comprometimento -, Cahê Mota, repórter do GloboEsporte.com.
Se Márcio Araújo irá reencontrar o bom futebol em Chapecó, saberemos no decorrer da temporada. Certo é que na Chapecoense poderá trabalhar com tranquilidade, sem o peso de ser alvo da torcida, desde que entenda rapidamente o que é o clube.
Reprodução: Globo Esporte

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