Mãe e amigo de Mancuello falam sobre sua trajetória no Independiente.

Mancuello é um grande ídolo do Independiente e desde que o Flamengo chegou a Buenos Aires, na segunda-feira (04), ele vem sendo muito comentado pela imprensa local.
Além da importância que o jogador teve dentro de campo, existe uma enorme identificação com o clube. O site globoesporte.com explicou através de algumas entrevistas o porquê dessa relação tão forte com o Rojo (apelido do clube argentino).
Mancu morava em Reconquista Santa Fé, cidade que fica a cerca de 900 quilômetros de Buenos Aires. E apesar de ser torcedor fanático desde criança, só pôde começar a torcer por seu time no estádio a partir de 2004, aos 14 anos, quando foi aprovado em testes que o transformaram em jogador da base do Independiente. Antes ele não podia acompanhar seu pai, Mario Mancuello, nem o tio Reynaldo Oscar nas viagens à capital, por isso, restava torcer de casa.
Sua mãe, Monica Prince, explicou um pouco do amor que o filho tem pelo clube:
“O amor que ele tem nasceu porque todos somos torcedores do Independiente na família. Com o passar dos anos, esse amor se intensificou. Chegou ao Rojo com 14 anos, onde fez toda a base. Posso dizer que é a segunda casa dele. Ele foi convidado por um amigo de nossa cidade. Eu e meu marido o autorizamos que viajasse a Buenos Aires pela paixão pelo nosso querido clube”.
Monica também destacou que seu filho sofreu muito com a distância de casa, mas sempre foi muito dedicado e teve muita responsabilidade, por isso, com 19 anos, conseguiu se profissionalizar e atingiu mais um sonho.
Depois conseguiu conquistar a Copa Sul-Americana, fez gols e foi convocado para a Seleção Argentina. Porém, no meio dessas alegrias, veio uma grande dor: o inédito rebaixamento à “B Nacional”, ocorrido em 15 de junho de 2013.
O amigo Renato Della Paolera, jornalista da Fox, conta que foi aí que ele virou ídolo de verdade. No momento mais doloroso da história do clube, o jogador cresceu muito. Destacou-se na Segunda Divisão e não se escondeu da imprensa e da torcida nas dificuldades.
– Como profissional, teve momentos distintos no Independiente. Um muito bom quando apareceu. Depois não teve tanta continuidade. Foi emprestado ao Belgrano. E quando o Independiente jogou a série B, na sua pior temporada da história, ele meio que se desbloqueou e tirou o melhor de si. As pessoas passaram a conhecer a melhor versão de Mancuello – afirma, Paolera.
– Sempre teve gestos que as pessoas valorizavam. De atender a todos, dar autógrafos, visitar crianças doentes. Sempre valorizaram que ele estava sempre sorrindo. Quando caíram, ele estava sempre com um olhar positivo para o clube. Isso fez com que ganhasse reconhecimento. Por seu carisma, sua personalidade. Era capitão e foi para a seleção antes de ir ao Flamengo. Foram as duas coisas. Sua melhor versão no futebol e a relação com as pessoas que o tornaram ídolo – completou.
Mancuello, ao chegar em Buenos Aires, reafirmou o amor pelo Independiente, mas prometeu lutar para fazer um gol contra o clube de seu coração. A mãe de Mancu diz imaginar como está a cabeça do filho agora, mas se apoia numa frase para apostar em um bom rendimento do filho: “Os sentimentos são para o coração, a profissão é para a cabeça.”
“Não posso responder por ele, mas, o conhecendo, deve estar vivendo um momento muito especial, de sentimentos complexos. Posso assegurar que é 100% profissional. Para mim, esse acontecimento nos assegura, qualquer que seja o resultado, uma combinação de tristeza e alegria.”
A mãe do argentino também crê que o filho é querido no Brasil, mas entende o fato de não ser unanimidade porque alternou boas e más atuações. Contudo, ela lembra que ele levou à Gávea mensagens de bom humor, carinho e teve dedicação para entender a história do Flamengo, portanto, ganhou a simpatia da torcida rapidamente.
“Quando chegou ao Flamengo, fez uma boa relação com a torcida. Sinto que é querido pela torcida, mas é futebol. Alguns não estarão de acordo, outros sim. Acontece no Brasil, na Argentina e em todos os lados.”
E sobre seu futuro? Mancu não sabe ainda se vai continuar no Rubro-Negro carioca, mas, de acordo com seu amigo Renato, ele não precisa pensar duas vezes para onde vai se transferir caso seja necessário deixar o Fla.
“Sempre pedem seu retorno. Sabem que se foi há dois anos, mas sabem que vai voltar com certeza”, encerrou Renato Della Paolera.
Fonte: Coluna do Flamengo

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