O mito dos Bad Boys como garantia de títulos

Quantas vezes temos escutado, como no áudio viral do aplicativo de mensagens, que o Flamengo precisa de jogadores com perfil de Bad Boys? Quantas vezes “o Flamengo precisa de um jogador vibrador, um fio desencapado como Felipe Melo”? “Tem que atrasar salários” etc. Pense bem, você concorda com isso? Pense duas vezes!
É bem verdade que o time atual é formado por mocinhos. Jogadores predominantemente de grupo, caseiros e que não aparecem em páginas policiais, mas o que isto quer dizer? NADA! Em várias colunas tanto eu, como outros colegas colunistas temos chamado a atenção para este engano. A dicotomia sucesso/fracasso não está diretamente ligada a esta característica.
Existe um grave problema na população brasileira: a falta de memória. Veremos nas eleições do ano que vem como isto é facilmente comprovado. Sem falar em lados, outra patologia da sociedade, podemos constatar essa assertiva na eleição de Collor, por exemplo. Pensa que isto é uma peculiaridade da política? Não é. O futebol reflete isto de forma concreta e em períodos muitas vezes menor.
É lógico que haverá exemplos em que times de mocinhos fracassarão, como também times de Bad Boys que terão sucesso, mas o o oposto igualmente, e talvez bem mais. Não é uma ciência.
Na nossa história no futebol já passaram Bad Boys que naufragaram no Flamengo. Romário, Edmundo, Vampeta e muitos outros sofreram derrotas acachapantes e pouco ganharam aqui. No mais recente Maracanazzo o elenco possuía Willians e Ayrton, ah e atrasava salários também. “Pera lá. Então quer dizer que esta prática e os Bad Boys também não são garantia de títulos”? Lamento. Não quer.
O contrário também é observado.
Consegue pensar um bad boy no tricampeonato do sp, do cruzeiro bicampeão? Difícil. O que ganha campeonatos é bola no gol. Não podemos confundir mocinhos com falta de brio, muito menos raça com violência. Futebol exige um conjunto de normas implícitas e explícitas que punem violência e descaso de formas semelhantes. A diferença é que um recebe cartão, outro antipatia que pode levar ao ostracismo.
De forma que a prática mais comprovada que gera títulos é a formação de um elenco qualificado. Entendo esse ímpeto por DNA rubro-negro, mas o que vai fazer o time ser campeão aqui é a qualidade do Renato Augusto, por exemplo, mais que um código genético. Se o que importa é DNA, tragam Digão e Frauches de volta.
Alea Iacta Est!
Anderson Alves, O otimista.
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