Juan vê vaga na Libertadores como remédio.

O Flamengo ainda está na briga por uma vaga na Libertadores do próximo ano, vaga que pode curar a cicatriz ainda não fechada apenas pelo torcedor. No programa “Bem, Amigos!”, do canal Sportv, desta segunda (13), Juan admitiu que o time ainda sente o peso da eliminação ainda na fase de grupos da competição, considerada como grande objetivo do clube.

– Vejo muitos falar em ano decepcionante, mas particularmente não concordo com a palavra decepcionante, acho forte, mas abaixo da expectativa que foi criada pelo clube, tanto dos torcedores como nós jogadores. Depois daquele Brasileiro do ano passado, com os jogadores que chegaram, tínhamos condições de estar mais alto na tabela do Brasileiro. Mesmo ganhando Carioca e chegando na final da Copa do Brasil, nosso objetivo maior era a Libertadores e fizemos uma Libertadores aquém do que poderíamos e ficou uma cicatriz aberta durante todo ano. Se tivéssemos ganho a Copa do Brasil, com a vaga na Libertadores teríamos mais tempo e tranquilidade para projetar 2018, mas infelizmente não aconteceu e tem que focar nessa reta final – disse.
Questionado pelo ex-jogador e ídolo do Flamengo Júnior, o zagueiro admitiu que o grupo ainda sente a eliminação para o San Lorenzo. Juan acredita que uma vaga em 2018 seria um bom remédio para uma cicatriz tão grande.
– Teve (um peso) muito grande naquele período, uma turbulência muito grande, talvez a gente tenha deixado de ganhar alguns pontos por aquela instabilidade, e tem até agora. Por mais que tente esquecer, a gente se cobra muito e lamenta muito esse fato de não ter ido mais longe na Libertadores. Isso só vai acabar se nós conseguirmos classificar o Flamengo de novo para a Libertadores. É um objetivo nosso, dos jogadores, e do clube também porque o Flamengo tem que ficar muitos anos jogando a Libertadores – afirmou.
Aos 38 anos, o zagueiro tem contrato até o final do ano com o clube e não sabe do seu futuro e garante: independentemente da sua presença, ele ver ver o clube presente na Libertadores de 2018 e espera que isso vire rotina.
– A projeção que faço não é individual, se vou jogar ou não, porque não depende de mim. A minha projeção é pelo clube, por tudo que ocorreu nos últimos anos, em termos financeiros, reestruturação, credibilidade e pelos jogadores que têm, precisa ficar anos e anos jogando a Libertadores porque só assim vai poder, talvez, ganhar mais uma Libertadores pelo Flamengo. É inevitável. Se você jogar uma Libertadores esporádica em quatro cinco anos, a chance de ganhar é muito pequena. Com o potencial que tem o Flamengo e toda estrutra que o clube dá, os jogadores que tem, precisa jogar com frequência a Libertadores – disse.
Fonte: Coluna do Flamengo

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