Kalil diz que maior rival do Atlético-MG é o Cruzeiro, não o Flamengo

Alexandre Kalil - Foto: Jair Amaral/EM/D.A Press
SUPER ESPORTES: O ex-presidente do Atlético e atual prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, como de costume, soltou o verbo em declarações sobre futebol. Em entrevista ao 'Bola da Vez', da ESPN, o antigo mandatário alvinegro fez comentários e analisou o cenário do esporte no Brasil, além de destacar vários assuntos ligados ao clube do seu coração. Entre as falas mais fortes do agora político, destaques polêmicos sobre o momento do Galo na temporada, e disputa da Primeira Liga e, claro, a rivalidade com o Cruzeiro.

Questionado sobre o surgimento e crescimento da rivalidade entre Atlético e Flamengo na década de 1980 e sobre a dificuldade em escolher para quem torcer na final da Copa do Brasil deste ano, Kalil foi enfático e ressaltou a disputa entre os dois maiores clubes de Minas Gerais.

“Como só existia Atlético e Flamengo (no início da década de 1980), se estabeleceu uma grande rivalidade, mas que não chega nem perto de Flamengo e Vasco e de Atlético e Cruzeiro”, disse Kalil, que ainda enfatizou sua torcida contra o rival estadual. “Deixa eu te explicar uma coisa, para ser muito franco. Não põe a rivalidade do Cruzeiro no patamar da do Flamengo. Não tem cabimento. No dia que um cruzeirense falar que torceu pro Atlético porque jogou com outro, é mentira. Se jogar contra o capeta, vamos torcer para o capeta.”

Entre respostas sobre o futebol nacional, divisão de rendimentos, patrocínios e calendário, Kalil detonou a Primeira Liga. O ex-presidente atleticano disse não ligar para a disputa do título entre Atlético e Londrina, nesta quarta-feira, no Estádio do Café. “Tem que botar um baita executivo na Primeira Liga. Que morreu. Foi enterrada. Como eu previ que ia ser se não tivesse um cara tomando conta. Não vale nada. Nós queremos é ganhar do São Paulo domingo”, disparou.

O troféu da Primeira Liga pode ser o segundo título do Atlético na atual temporada – o clube venceu o Campeonato Mineiro no primeiro semestre. Sem grandes conquistas nos últimos anos, desde que Kalil deixou a presidência, o Galo vive um ano de contestações ao elenco e à diretoria.

“Muito ruim. Falo com o presidente (Daniel Nepomuceno)”, disse Kalil, que negou influência em decisões no Alvinegro.

Numa temporada aquém das aspirações, o Atlético está sendo comandado pelo terceiro técnico no ano. Oswaldo de Oliveira substituiu Rogério Micale que, por sua vez, ocupou o cargo que era de Roger Machado.

“A gente tem influência no Atlético, claro que tem. Seria estupidez falar que não tem. Mas na diretoria não. O grande problema de clube de futebol é o ex-presidente achar que vai mandar. É o princípio do desastre. Eu não fui consultado em nada no Atlético em três anos. Quando fui, falei o que eu achava que tinha que fazer. Dei o meu palpite, quando procurado. Eu aprendi com o meu pai, se você sai da cadeira, sai”, ponderou.


Destaques polêmicos sobre o momento do Galo na temporada, e disputa da Primeira Liga e, claro, a rivalidade com o Cruzeiro.

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