João Luís Jr.: “Para lembrar que 2017 ainda não acabou”

Claro que não foi a partida ideal. O Flamengo segue se mostrando um time incapaz de entrar em campo durante dois tempos seguidos duas vezes por semana, optando por jogar durante um tempo e sair pra fumar um cigarro durante durante o outro ou apenas disputar uma partida e durante o confronto seguinte assitir Netflix em campo enquanto o adversário faz seus gols. Tivemos também novamente falhas defensivas, momentos de plena nulidade no ataque, Paquetá atuando numa posição que claramente não domina e Rueda desafiando a qualidade dos marcapassos de vários setores da torcida ao colocar em campo Márcio Araújo.
Mas ainda assim, por mais que não tenha sido uma grande exibição, por mais que não tenha sido uma partida marcante, por mais que se, daqui a dez anos, seus filhos te perguntarem sobre esse Fla-Flu você vá dizer apenas “vencemos…e nesse dia nem fez tanto calor no Rio, sabe?”, não se pode negar a importância da vitória obtida pelo Flamengo nessa noite de quarta-feira no Maracanã.
Primeiro porque a Sulamericana é a única chance de título que resta ao Flamengo. Num ano em que esperávamos brigar por tudo e conseguimos ser eliminados até na Primeira Liga, uma espécie de versão esporte de achar que vai pegar geral numa balada e nem ser capaz de abrir a porta do próprio quarto, que por sinal não tem fechadura, a competição continental acabou se tornando a última rota possível de real redenção para uma temporada que até agora vem se mostrando decepcionante. Vencer a Sula agora representaria não apenas um título inédito para o clube como um alívio para os cofres, além de uma vaga na Libertadores e a sensação de que todo o trabalho realizado em 2017 não rendeu apenas um título carioca, 500 mil mensais pro Geuvânio e um agravamento na gastrite de cada um de nós.
Depois porque o Flamengo mais do que nunca precisava da moral que apenas uma vitória em um clássico pode dar. Uma equipe irregular, que muitas vezes atua em níveis de intensidade que dão a sensação de que vários atletas entram em campo obrigados por suas mães, o rubro-negro entra agora numa reta final de temporada onde disputa em duas frentes uma vaga na próxima Libertadores, sem margem para erros, sem espaço para vacilos, sem nenhuma gorda que possa gastar numa eventual série de resultados ruins.
E isso precisa ficar claro já no sábado, contra o Vasco, em mais uma partida que não só representa um clássico como também um confronto direto na luta pela vaga na maior competição do continente. Se vencer, o Flamengo assume uma posição mais confortável no G7 e também chega com mais moral para a decidir a vaga na semifinal da Sulamericana na próxima quarta-feira contra o Fluminense no Maracanã, dando dois passos importantes no projeto 2018.
Esperamos um jogo bonito? Provavelmente não, já que a tendência é não apenas Paquetá novamente improvisado como centroavante como também Márcio Araújo titular, já que Cuellar se encontra suspenso. Mas a essa altura dos campeonatos, com o Flamengo como está, podemos ficar satisfeitos em ganhar. O futebol bonito pode sim ficar para 2018.
Fonte: Blog Isso Aqui é Flamengo | espnfc.com.br
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