Flamengo 2017: Decepção sem limites

Lateral Pará lamentando gol contra pelo Flamengo - Foto: Alexandre Loureiro/Getty Images
ESPN FC: Marcos Almeida

Mais uma Libertadores vergonhosa, campanha vexatória no Campeonato Brasileiro, derrota apática na Copa do Brasil. Um time sem alma, sem vontade, sem cobrança, sem gana. A história dos últimos tempos em versão precoce, dotada de menor esperança. Vivemos, ano a ano, o “Flamengo do ano que vem”. E enquanto 2018 não chega para projetarmos o Fla-2019, o time de 2017 não cansa de nos decepcionar.

Quando uma vaga na pré-Libertadores aparenta ser nosso destino; lá aparece esse bando para mostrar que o futuro pode ser pior. O milionário Flamengo, o favorito a tudo, o “timaço” de Diego, Conca, Muralha e Rafael Vaz pode nem conseguir ficar no recém-inaugurado G-7. Fortuna investida e sonhos desperdiçados a troco de uma luta manca pela impressionante sétima posição. 2 anos atrás, o quinto colocado não ia para a primeira fase da Libertadores. Agora, até o sétimo vai, e o Flamengo terá de lutar por essa nada honrosa posição. Quem dera fosse no cara ou coroa, par ou ímpar, “jokenpô”. Lutar, definitivamente, não parece ser uma especialidade dos que trajam nossa camisa. Apenas trajam, não vestem.

O craque, o candidato a ídolo, é Paolo Guerrero. O artilheiro dos impressionantes 6 gols em 17 jogos no Campeonato Brasileiro, 3 na goleada sobre a Chapecoense. Não fosse aquela noite, Guerrero teria 3 gols em 16 partidas. É tratado como salvador, por mais que Lucas Paquetá nada deva a ele. No Fla-Flu do feriadão, Guerrero teve uma chance livre, na cara do gol. Cabeceou para fora. Pôde deixar um companheiro em excelente condição para dar o último passe, preferiu ele mesmo tentar a chamada “assistência”. Errou a trivela. Por fim, não teve raciocínio rápido o suficiente para perceber que a bola havia sobrado, limpa, para ele, na área.

Tem culpa, mas não é o único. Bem verdade que o time melhorou com a entrada de Guerrero – e Willian Arão – em campo. Em desvantagem no placar, Rueda abria mão de uma equipe que pouco agredia. Saíram Rômulo e Rodinei, Pará inverteu o lado, Éverton passou a fazer a lateral esquerda e Paquetá assumiu função de meio-campista. Mais uma vez, o treinador se deixou ficar sem outra alternativa para buscar o ataque. Tem sua parcela de responsabilidade também.

Reinaldo Rueda chegou outro dia, no meio de uma péssima temporada. É injusto apedrejar o colombiano, por mais que ele siga acreditando na capacidade de Berrío jogar bem e regularmente. Da mesma forma, é injusto criticar Márcio Araújo por ter contrato vigente com o Flamengo. Ele só assina porque lhe dão a caneta e, ainda assim, consegue jogar melhor que Rômulo.

Quem dá a caneta é a turma de Eduardo Bandeira de Mello, que acerta nas medidas administrativas tão quão peca nas futebolísticas. Afasta o Flamengo do torcedor mais pobre, planeja mal o elenco, aceita derrotas como se fossem “balas de troco”, na mercearia. Não cobra melhoras, vitórias, evolução. Consegue, ao mesmo tempo, não fazer questão do empenho tão quão do desempenho.

Por essas que o Flamengo está do jeito que está. Uns mais que outros, são tantos culpados que não conseguimos mais por a culpa em ninguém. Nos conformamos com um time que prometeu uma ceia e trouxe um pedaço de pão. O pernil ainda pode sair do forno, é fato. Mas quando pensamos em ganhar a Sul-Americana, nosso próximo adversário cruza a bola da esquerda. E Pará faz o que fez.

O gol de Pará é o Flamengo de 2017: Sempre capaz de decepcionar mais.

O gol de Pará é o Flamengo de 2017: Sempre capaz de decepcionar mais.

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