Arthur e Jorge refletem virtudes e problemas do futebol do Brasil

Lateral Jorge na Seleção Brasileira - Foto: Lucas Figueiredo/CBF
O GLOBO: O lateral-esquerdo Jorge, ex-Flamengo e hoje no Monaco, tem 21 anos. Mesma idade de Arthur, revelação do Grêmio e dono de ascensão meteórica na temporada até conquistar a comissão técnica da seleção brasileira. Algo une os dois jovens ao técnico Tite: ambos trabalharam com a seleção principal pela primeira vez na Granja Comary, nesta segunda-feira. Os dois jogadores foram convocados pela primeira vez para partidas oficiais. Tite jamais tinha dirigido o time em Teresópolis.

A caminhada dos dois reflete, ao mesmo tempo, potencialidades e virtudes do futebol brasileiro, em especial em sua faceta doméstica, o futebol de clubes. A produção de jogadores não para. A dificuldade é mantê-los no país. Enquanto o Campeonato Brasileiro recebe duras e justas críticas pela qualidade técnica, uma das explicações está na exportação desenfreada.

Jorge saiu do Flamengo em janeiro, após ter se destacado no torneio do ano anterior. Prestes a embarcar para o Principado de Monaco, revelou que até a última hora não sabia o seu destino. Chegou a comentar que não queria ir. Hoje, vive a adaptação mas já é titular, embora tenha sido criticado no jogo com o Porto, na derrota por 3 a 0 pela Liga dos Campeões. Especialmente pela parte defensiva.

- A gente trabalha muito a linha de quatro (defensores). A conversa com Tite foi sobre isso. E para eu fazer o que estou habituado do meio para a frente - disse Jorge.

Arthur, desde que começou a mostrar sua qualidade de meio-campista que marca, passa e se aproxima do ataque, passou a frequentar todas as especulações sobre transferências.

Arthur segue no Grêmio e se torna reflexo de outra realidade nacional, esta um sinal bem positivo da temporada: a emergência de volantes polivalentes, meio-campistas mais completos, capazes de encerrar a antiga divisão entre jogadores que marcam e que criam.

Ou seja, em consonância com o que se pratica no mundo. São os casos de jovens como o ex-vascaíno Douglas - hoje no Girona, da Espanha -, dos tricolores Douglas e Wendel, ou do corintiano Maycon.

- Desde a base, diziam que precisava marcar muito, porque era cultura do Grêmio. Mas que também precisava saber jogar. O futebol mudou. O grande exemplo está aqui, o Casemiro. Marca como ninguém e ajuda muito na parte ofensiva - afirmou Arthur.

Arthur, Jorge e os demais jogadores da seleção chegaram a Teresópolis em helicópteros. Na Granja Comary, a comissão técnica aproveitou o fato de estar em casa para começar a se valer de recursos que serão úteis na Copa do Mundo.

Como em todos os jogos anteriores a equipe tinha trabalhado longe da Granja e, em muitos casos, fora do Brasil, ontem apareceram novos aparatos, como um drone que sobrevoava o treino colhendo imagens.

Ao lado do campo, um membro da equipe de análise de desempenho da seleção filmava a atividade de uma plataforma elevada, colhendo imagens do alto para posterior avaliação da comissão técnica.

A Granja Comary será palco da primeira etapa da preparação para a Copa. O plano é iniciar os treinos no CT da CBF antes de levar o grupo para um período na Europa. Londres é uma opção. Só em seguida o time iria para a Rússia.

Na reta final para a Copa do Mundo, o momento é de buscar soluções, dentro e fora de campo. Há há uma fila de jogadores no grupo atual esperando por oportunidades para jogar. E os jogos contra Bolívia e Chile podem oferecer chances.

Sem titular e reserva na lateral esquerda, Alex Sandro ou Jorge jogará. Do meio-campo para a frente, Arthur, Fred, o rubro-negro Diego e o atacante Diego Tardelli, que voltou a ser chamado, esperam chance de ter mais minutos jogados com Tite.


Os reservas do setor, a exceção de Willian - que alternou com Philippe Coutinho a condição de titular - e Roberto Firmino - opção para o posto de Gabriel Jesus -, foram pouco usados em momentos importantes de jogos.

Nesta segunda-feira, Tite deve dar indicativos se manterá a base titular, mesmo submetendo seus principais jogadores ao desgaste da altitude de La Paz. Se testar os reservas, no entanto, dará oportunidade a candidatos a um lugar na Copa do Mundo num jogo de características muito distintas e difíceis. Ele entende que jogar na altitude pode reforçar a unidade da equipe.

- A altitude é um desafio enquanto equipe, para ter mentalidade forte - disse o treinador.


O lateral-esquerdo Jorge, ex-Flamengo e hoje no Monaco, tem 21 anos. Mesma idade de Arthur, revelação do Grêmio.

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