Reforço do Flamengo, MJ Rhett mantém sonho do pai pela NBA

Foto: Divulgação
GLOBO ESPORTE: Fevereiro de 1992. Avaliado como um prospecto interessante para o Draft da NBA daquele ano, Joe Rhett recebe a pior notícia da vida: poderia morrer em quadra caso continuasse jogando pela Universidade da Carolina do Sul. Assustado e com a esposa grávida de Malcolm Jaleel Rhett, ele decide dar um tempo na carreira. Pouco mais de 25 anos depois, porém, o basquete ainda pulsa na família. O responsável por manter o esporte entre os Rhett's é MJ, o garotinho que nasceu oito meses após a precoce aposentadoria do pai e que nesta semana chegou ao Rio de Janeiro como reforço do Flamengo para a temporada. Com 2,06m e 109kg, o ala-pivô é a aposta do Rubro-Negro para a Liga Sul-Americana, em busca de uma vaga na Liga das Américas, e para o NBB 10.

Dois anos antes de Rhett nascer, em 1990, Joe instalou um marca-passo no coração. Ele sofria com batimentos cardíacos muito lentos em repouso e muito altos quanto em atividade física. Em janeiro de 1992, ele sofreu um colapso em quadra durante o jogo contra o time de Mississippi. Depois de diversos testes, a orientação foi a de que parasse de jogar. Assim, o sonho da NBA ficou pelo caminho. Joe até chegou a atuar fora dos Estados Unidos e sua última temporada foi em 1999, no Japão, já com MJ ao seu lado, ainda criança, mas já apaixonado e decidido a seguir carreira. Em 2015, MJ Rhett se inscreveu no Draft da NBA, mas não foi escolhido. O sonho, contudo, ainda não acabou, e ele espera que o Flamengo seja o caminho para um dia concretizar o que o pai não conseguiu.

- Seguir os passos dele me faz querer trabalhar mais forte a cada dia. Ele tinha o talento. Mas não chegou a NBA por questões de saúde. E isso é uma motivação para mim. Eu quero que ele e a minha família vivam esse sonho atravé de mim. Sou jovem, tenho apenas 24 anos, estou em meu terceiro ano como profissional. Se Deus quiser, cumpro isso um dia. Eu sei que tenho uma ética de trabalho muito grande, estou crescendo como jogador, tendo mais inteligência em quadra, tento ser uma esponja para aprender ao máximo. Espero que um dia tenha a recompensa por isso - garante MJ Rhett.

Antes de chegar ao Flamengo, MJ passou por BK Barons (Letônia), Blackwater Elite (Filipinas), Sigal Prishtina (Kosovo), Tadamon Zouk (Líbano), Cholet (França) e por último no Leones de Santo Domingo. É naturalizado dominicano e espera cumprir com a expectativa do Flamengo, que o trouxe como uma aposta. Na última temporada, na República Dominicana, ele terminou com médias de 17.23 pontos, 7.03 rebotes e 3.03 assistências.

- É a minha primeira vez no Brasil. Só ouvi coisas boas. Estou ansioso por jogar no Rio de Janeiro e em um clube vencedor como o Flamengo. Isso faz a experiência mil vezes melhor. Meu primeiro dia aqui foi ótimo. os fãs do Flamengo vão ver muita energia em quadra sempre. Gosto de jogar com paixão e me divertir com o jogo. Espero que as enterradas sejam excitantes para eles - brincou Rhett.

Relação com o pai é próxima

MJ seguiu os passos do pai também na universidade. Atuou por três temporadas em Tennessee e uma em Ole Miss. Fechou essa época com médias de 6,77 pontos e 5,6 rebotes. Após não ser draftado, se experimentou no exterior, mesmo caminho que o pai teve na sequência na carreira. Hoje, o pai é uma espécie de mentor do ala-pivô do Flamengo.

- Nosso relacionamento é bonito. Ele é meu pai, mas também é como um irmão que nunca tive. Podemos falar sobre tudo. E no que diz respeito ao basquete, ele me ajuda mentalmente com todos os desafios que enfrento. Nunca ftive um momento em que não pude ligar para ele se preciso. E falo com ele apenas por inspiração sempre. Porque ele sempre me diz coisas ou me ajuda a fazer algo para ser melhor do que ele - diz MJ.

Nas memórias de Rhett, inclusive, estão as viagens com a família enquanto Joe jogava, e a relação dos dois é muito próxima.

- Meu pai jogou no exterior depois. Me lembro da última temporada, em 98/99, no Japão. Minha mãe e eu fomos com ele por um longo período. E adorei. A equipe e treinadores me abraçaram. Brincava e tentei aprender todo o possível. Desde então, ficou comigo a chama e me apaixonei pelo basquete.

Na última temporada, na República Dominicana, ele terminou com médias de 17.23 pontos, 7.03 rebotes e 3.03 assistências.

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