"O Flamengo tem que jogar como Flamengo", diz Felipe sobre final

Goleiro Felipe comemorando título da Copa do Brasil 2013 pelo Flamengo - Foto: Buda Mendes/Getty Images
GLOBO ESPORTE: Se durante os últimos jogos da Copa do Brasil a dúvida no Flamengo era sobre quem seria o goleiro titular (Muralha ou Thiago), na última vez em que o clube conquistou a competição nacional, Felipe era um nome indiscutível na meta rubro-negra. Em 2013, o goleiro foi titular durante quase toda a campanha do clube na Copa do Brasil e sabe como poucos o tamanho do peso de uma decisão do torneio.

Afinal, além da conquista pelo Fla, chegou à final da Copa do Brasil em outras duas oportunidades - ambas com a camisa do Corinthians. Em 2008, perdeu a decisão para o Sport e, no ano seguinte, conquistou o caneco diante do Internacional. Por conta disso, o goleiro deu a receita ao time comandado por Reinaldo Rueda para a decisão desta quarta, às 21h45, no Mineirão.

- O Flamengo tem que jogar como Flamengo. Não tem mais aquela vantagem do gol, então vai ter que jogar aberto, mesmo com o Mineirão cheio, com 90% de torcedores do Cruzeiro. Mas são duas grandes equipes e vão fazer um grande jogo - diz o goleiro de 33 anos, que está sem clube desde a saída do Boavista-RJ, onde disputou o último Carioca.

Durante o título da Copa do Brasil, Felipe atuou em quase toda a competição. Ficou de fora apenas das semifinais contra o Goiás. Com uma lesão, deu lugar a Paulo Victor nos dois confrontos diante da equipe goiana. Para Felipe, embora o elenco na época fosse inferior ao de hoje, o time dirigido por Jayme de Almeira contava com um apoio extra.

- Tem uma grande diferença. O time de hoje tem muito mais qualidade. Não querendo falar mal daquele time, mas hoje tem muito mais jogador. Aquele título foi mais naquele estilo Flamengo. A torcida do Flamengo estava desacreditada, o time estava mal no campeonato, mas passamos pelo Cruzeiro, que tinha melhores jogadores. Era um time que estava muito na frente da gente, mas conseguimos passar por eles e aí gente conseguiu chegar com a ajuda do 12° jogador, que é a torcida do Flamengo.

Após deixar o Flamengo, em 2014, Felipe foi contratado pelo Figueirense como o grande nome do clube para aquela temporada. No entanto, acabou recebendo poucas oportunidades no time catarinense devido ao bom momento de Alex Muralha, hoje goleiro do Flamengo e alvo de recentes críticas e polêmicas.

Felipe deu o seu apoio ao antigo companheiro que provavelmente será o titular da meta rubro-negra na segunda decisão contra o Cruzeiro, por conta da lesão de Thiago.

- Trabalhei com o Muralha. Ele é um grande atleta. Mas, no Flamengo, é 8 ou 80. Eu já passei por isso. No Flamengo, você tem que estar bem ou bem. Não tem meio termo. A pressão é grande. Quando se erra, você é crucificado. Sempre olham lá para trás. Falhas acontecem. Mas o goleiro acerta 10 vezes e, quando falha uma vez, ele que entregou. Mas ele vai dar a volta por cima. Tenho certeza que vai dar o seu melhor - opina Felipe.

O futuro

No início do ano, Felipe foi contratado pelo Boavista para a disputa do Campeonato Carioca. No clube, encontrou Joel Santana, mas o time da Região dos Lagos pouco conseguiu aparecer durante o estadual. Após o fim da competição, não teve o contrato renovado e, desde então, procura um novo desafio.

- É difícil, é duro ficar sem jogar. Mas acho que tudo tem um motivo. Não adiantar querer ficar tentando entender. Talvez seja uma provação para eu não cometer os mesmos erros do passado no próximo clube que eu for jogar. Estou mais experiente, mas com aquela mesma vontade de sempre de jogar.

Com a reta final da temporada no Brasil se aproximando, admite que é difícil encontrar uma oportunidade por agora. Por conta disso, deixa as portas abertas e já projeta a temporada 2018.

- Só quero jogar. Estou em uma idade boa para goleiro. Aqui é levado muito a sério esse negócio de idade. Mas o que conta é o resultado. Não importa a idade, o que importa é atuar em alto nível. Primeiramene só voltar a jogar. Já são mais de cinco meses parado - disse o goleiro, que não tem nenhuma preferência sobre onde pretende atuar.

- Não dá para ficar escolhendo muito. Estou esperando uma possibilidade boa. Até apareceram algumas coisas, mas já para o final do campeonato. Não tenho muita preferência. O importante é jogar, atuar. Quando você fica muito tempo sem jogar, você acaba ficando um pouco desanimado. Mas eu continuo trabalhando, fazendo uma preparação particular.


O goleiro foi titular durante quase toda a campanha do clube na Copa do Brasil e sabe como poucos o tamanho do peso de uma decisão do torneio.

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