Flamengo segue sina de frustrações e só resta a Sul-Americana

Foto: Cristiane Mattos/Light Press
GLOBO ESPORTE: Boa parte das fichas foram apostadas na final desta quarta-feira. O fracasso na fase de grupos da Libertadores e a campanha irregular que distanciou da chance de título no Brasileiro transformaram a disputa da Copa do Brasil em prioridade máxima para o Flamengo.

Ganhar o tetracampeonato seria uma espécie de alívio na pressão de uma temporada planejada sob grandes expectativas. Com o vice diante do Cruzeiro, sobrou para o time badalado apenas a Copa Sul-Americana, competição continental de menor importância, para salvar o ano.

No fim de outubro, o Flamengo terá na Sul-Americana o desafio de encarar um clássico pelas quartas de final, diante do Fluminense. Chega pressionado na disputa e, caso avance, ainda terá um longo caminho até a possibilidade de levantar uma taça de mais expressão em 2017. O clube foi campeão carioca invicto em maio.

- A frustração da Libertadores já nos trouxe consequências acima da média. Acho que se bateu muito nisso. A gente vai buscar novamente a classificação para ano que vem estar na Libertadores. Fizemos dois jogos iguais com o Cruzeiro, mas as coisas, infelizmente, não ficaram a nosso favor. Tanto no Maracanã quanto hoje. A partir de amanhã é Brasileiro e Sul-Americana. Nesta ordem - analisou o diretor-executivo de futebol do clube, Rodrigo Caetano, após a final no Mineirão.

Frustrações x planejamento

Os principais reforços do Flamengo em 2017 chegaram ao clube somente no meio da temporada. Everton Ribeiro e o goleiro Diego Alves, por exemplo, sequer jogaram a Copa Libertadores e, por conta do regulamento, não puderam ser inscritos na Copa do Brasil. No começo da temporada, os nomes de mais expressão trazidos como apostas foram Berrío, Rômulo e Conca.

O argentino, contratado com badalação, sequer foi utilizado na trajetória do vice-campeonato da Copa do Brasil. O volante Rômulo, por sua vez, não ficou nem no banco no jogo decisivo do Mineirão.

Rodrigo Caetano explicou aos jornalistas que a vinda de nomes de peso a partir de maio/junho tem ligação direta com o calendário europeu - todos os quatro nomes da janela de junho vieram do exterior. A questão do regulamento da Copa do Brasil não permitir inscrições de reforços também foi lamentada.

- Vou citar o caso do Éverton Ribeiro, o preço era exatamente o dobro do que nós trouxemos ele em maio. Não adianta agora ficar falando, mas quando se entra em competições que se decidem no segundo semestre e você não tem condições de contratar os atletas com a janela aberta, é meio sem sentido. Então a gente pagou esse preço. Se for observar, dezembro e janeiro, poucos clubes conseguem contratar porque as competições estão na metade da temporada lá fora e fica inviável - explicou.

Com elenco considerado de ponta para o futebol nacional, a folha salarial do Flamengo é de cerca de R$10 milhões - uma das mais altas do país. O discurso tanto de Rodrigo Caetano quanto do técnico Reinaldo Rueda ressalta a necessidade e a importância de garantir novamente a vaga na Libertadores. A Copa do Brasil, que era um dos caminhos, já ficou para trás. Os seis primeiros colocados do Brasileirão (Fla atualmente é o sétimo) e o título da Sul-Americana são as opções que restam.

- A pressão é a de sempre. Se o Flamengo jogar amanhã qualquer competição eliminatória, vai ter obrigação de ganhar, de vencer, de ganhar. Nossa obrigação é de estar nas finais. Lembrando que não tivemos competência para vencer o Cruzeiro, nem eles tiveram competência para nos vencer no tempo normal. Mas é o que fica, esse é o saldo, nós aqui temos obrigação de ter serenidade, calma, para o trabalho seguir - disse Rodrigo Caetano.

Após a derrota nos pênaltis na final da Copa do Brasil, o Flamengo tem seu próximo compromisso pelo Campeonato Brasileiro. Na segunda-feira, a equipe visita a Ponte Preta, em Campinas.

Libertadores como meta x conquista de título

Não vejo dessa forma. Pelo amor de Deus, quem é que não queria ser campeão? Em momento algum se abdicou disso, fomos a uma final, que foi decidida nos detalhes. Podíamos estar comemorando, mas não tivemos competência para traduzir isso em vitória em 180 minutos. São coisas distintas: o Flamengo busca títulos e tem como planejamento de todos os anos estar na Libertadores.

Voto de confiança da torcida

Difícil pedir paciência. Queríamos sair comemorando. O que não vamos fazer é terra arrasada. Não vamos deixar de progredir, não vamos deixar de fazer ajustes que têm que ser feitos, não vamos deixar de buscar títulos. Mas eu tenho certeza que a forma como perdemos hoje, dolorosa, doída, tenho certeza que o torcedor se sentiu representado dentro de campo.

Os dois jogos, nos 180 minutos, a equipe deu a vida. Isso é exigência e a marca do Flamengo. Não fomos superados pelos nossos adversários nisso, não faltou dedicação. Pelo menos isso conforta, tenho certeza, um pouco o torcedor. Mas que eles tenham esperança de ver esse grupo, que são atletas de muito bom nível, de muito caráter, de muita responsabilidade, que tenham a certeza de ver esse grupo campeão de uma grande competição.

Pressão no Fla-Flu

Nós vamos seguir nosso trabalho. Quando que o Flamengo não precisou passar de fase? Foi assim contra o Botafogo, Chapecoense? É um trabalho nosso no dia a dia, o torcedor está no direito de cobrar dentro de algo que seja pacífico. Por isso que temos que ter cuidado tanto daí quanto daqui, porque o exemplo de manifestações não pacíficas vemos todo dia. Eles (jogadores) são muito conscientes. Estão tão chateados e talvez mais tristes que qualquer torcedor com a derrota.

Diego

Estava triste, um dos mais tristes no vestiário. Abatido, é um jogador que tem responsabilidade grande dentro do elenco. Acima de tudo é um grande profissional e acaba se culpando mais do que os outros. Mas ninguém tem cota maior ou menor. Todos temos nossa responsabilidade, não dá para ficar nominando ninguém. Tenho certeza absoluta que ele ainda vai nos dar alegrias, assim como já deu, porque é um jogador com trajetória inquestionável, aqui no Flamengo também vai construir a sua.

A questão do regulamento da Copa do Brasil não permitir inscrições de reforços também foi lamentada.

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