Flamengo: Falta de entrosamento e mau dia de Geuvânio e Rômulo

Geuvânio em Flamengo x Botafogo - Foto: Alexandre Loureiro/Getty Images
GLOBO ESPORTE: Nos últimos três jogos, contra Paraná (Primeira Liga), Cruzeiro (Copa do Brasil) e Botafogo (Campeonato Brasileiro), o Flamengo utilizou 29 jogadores diferentes - três são goleiros. No primeiro confronto, Rueda optou por levar praticamente só reservas. No segundo, a primeira final, força máxima. Diante do rival, neste domingo, optou por fazer testes e escalar quem não pode jogar a Copa do Brasil (Diego Alves, Rhodolfo, Éverton Ribeiro e Geuvânio).

A falta de entrosamento contra Paraná e Botafogo foi nítida (perder a bola quase o dobro de vezes do que o adversário, por exemplo, é um sinal disso). Rueda entende que o único jeito de dar ritmo e entrosar as alternativas que tem no Rubro-Negro é colocá-las em campo, não apenas nos treinamentos.

Reservas em noite ruim

A derrota do Flamengo para o Botafogo não passou apenas pela falta de entrosamento de um time completamente modificado em relação ao que jogou contra o Cruzeiro, mas também por uma noite ruim individualmente para alguns jogadores, como Geuvânio e Rômulo.

O atacante e o volante foram os titulares que menos tocaram na bola em toda a partida (30 e 32 vezes, respectivamente). A falta de entrosamento - de novo ela - também conta, mas os dois tiveram atuação abaixo da média contra o Botafogo.

Geuvânio, sempre aberto pela direita, não ofereceu perigo, enquanto Rômulo não foi efetivo na marcação nem no ataque - ambos foram substituídos no segundo tempo.

Éverton Ribeiro, pelo meio, como armador, na posição do titular Diego, foi quem mais deu trabalho à zaga adversária no primeiro tempo: movimentou-se, criou chances e até arriscou de fora da área, mas sem sucesso. Depois do intervalo, não foi mais o mesmo e participou menos da partida, assim como todo o Flamengo, apesar de ter acertado um belo chute de longe - Gatito defendeu.

O lateral-esquerdo Trauco, que perdeu espaço com a chegada de Rueda, mudou seu estilo de jogar contra o Botafogo. Acostumado a subir constantemente ao ataque, o peruano ficou mais recuado para não expor tanto a zaga. No lance do segundo gol, estava "vendido", contra dois adversários. Curiosamente, foi quem mais tocou na bola em toda a partida: 91 vezes.

Fato é que o Flamengo repleto de reservas sofreu bastante para superar a falta de entrosamento e viu, nesta rodada, sua posição na tabela de classificação ficar ameaçada. Já na quarta-feira o time comandado por Reinaldo Rueda começa a decidir seu futuro na Sul-Americana. No fim de semana, volta a pensar no Brasileirão: encara o Sport, domingo, na Ilha do Urubu, podendo permanecer no G-6 ou perder duas posições.

A falta de entrosamento - de novo ela - também conta, mas os dois tiveram atuação abaixo da média contra o Botafogo.

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