Flamengo: agora é só fazer igualzinho na quarta que vem

Flamengo x Chapecoense pela Sul-Americana na Ilha do Urubu - Foto: Gilvan de Souza
ESPN FC: Por João Luis Jr.

Um Flamengo que pressiona, cria chances e aproveita as chances criadas. Um Flamengo que domina a partida de ponta a ponta sem em nenhum instante colocar o resultado em risco ou tentar prejudicar a condição cardíaca do seu torcedor. Um Flamengo cuja dupla de volantes te dá motivos pra sorrir, e não razões pra questionar se existe mesmo um Deus e por que ele permite tanto sofrimento.

E por mais que essa descrição possa parecer um sonho que você, torcedor, teve após bater a cabeça na parede vendo uma cobrança de falta de Rafael Vaz ali em meados de abril, isso corresponde exatamente ao Flamengo que pudemos ver ontem, contra a Chapecoense.

Primeiro porque tivemos uma das raras apresentações nesse ano em que o Flamengo esteve ligado durante os 90 minutos da partida. Não bem, não perfeito, não exuberante, mas ligado. Atento ao jogo, realizando a cobertura na defesa, buscando jogadas, disputando a bola, algo que pode parecer nada mais do que a obrigação, mas que vinha se mostrando raro em um time dado a apagões, dispersão e momentos em que apenas todo mundo deixava de ir na bola para acenar pro bandeira, balançar os braços, discutir entre si os rumos da geopolítica mundial.

Depois porque ficou claro que finalmente encontramos a nossa dupla de volantes titular. Arão, ainda que não esteja atuando no mesmo nível de seu auge em 2016, voltou a contribuir com o time, seja na marcação, seja nas bolas altas, seja naquela chegada ao ataque como elemento surpresa (e uma surpresa boa, não uma surpresa ruim como eram as esporádicas chegadas de Márcio Araújo). Já Cuellar, talvez a principal mudança no time após a chegada de Rueda, fez uma de suas melhores partidas pelo Flamengo, marcando bem, ajudando na saída de bola, errando tão pouco que talvez você nem se lembre de ter xingado ele ontem, o que era praticamente inimaginável quando se tratava de um volante do Flamengo.

Assim como foi de gala a noite de Juan, já que nosso defensor não apenas segue cada vez mais titular, como também essencial ao time, além de ter dado ontem um passo importante para ultrapassar Junior Baiano e se tornar o zagueiro que mais gols fez com a camisa do Flamengo. Obrigado, Michel Temer, por não deixar que esse homem se aposente tão cedo. Somando a isso a grande partida de Guerrero, que tentou compensar todos os recentes gols perdidos com assistências para os companheiros, e Éverton Ribeiro, tal qual um Bart Simpson em vermelho e preto, escrevendo mil vezes na lousa do professor a frase “ER7 não pode ser reserva, ER7 não pode ser reserva”. Faltou realmente apenas Diego - que vem sendo uma das peças mais apagadas do time - brilhar, para que a noite fosse perfeita.

E por mais que exista um jogo contra o Avaí sábado – passo importante para consolidar o time no G6 –, é claro que o foco agora é o Cruzeiro, na próxima quarta-feira, em Belo Horizonte, na final da Copa do Brasil. E ainda que o Cruzeiro seja uma equipe de mais qualidade e muito mais bem armada que a Chapecoense, a sensação que fica é a de que, se o Flamengo atuar com a mesma atenção, a mesma disposição, a mesma coragem e, quem sabe, se Diego resolver ser um pouco mais Diego por uma noite, as chances são muito boas de conseguirmos voltar de Minas Gerais com mais uma taça para nossa sala de troféus.

E por mais que exista um jogo contra o Avaí sábado – passo importante para consolidar o time no G6 –, é claro que o foco agora é o Cruzeiro.

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