É a hora da limpa no Flamengo

Rafael Vaz e Gabriel, do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
GOAL: Por Bruno Guedes 

Flamengo durante três anos passou por um período de profunda reformulação política e econômica que atingiu diretamente o seu futebol. Poupando severamente o seu lado financeiro para sanar as dívidas, o clube investiu em jogadores baratos, emergenciais ou que eram contratados na base da oportunidade. Porém, o Rubro-Negro vive um outro momento atual. Só que muitos desses atletas ainda estão no elenco e seus níveis não são mais compatíveis com os dos demais.

Alguns jogadores do Flamengo chegaram ao clube por oportunidade. Isso é, na falta de um investimento maior para contratações, diretoria trouxe por não precisar desembolsar grandes quantias e necessidade para o setor. Foram úteis durante um período em que a equipe não contava com grandes estrelas e jogava um futebol diferente do atual. É o caso de Gabriel, Márcio Araújo e Rafael Vaz. Os três foram muito importante durante um período, mas hoje em dia não rendem mais justamente porque precisam entregar mais do que podem.

Assim como Zé Ricardo já tinha feito essa rodagem de elenco durante 2016, hoje é o Rueda quem faz. Ambos viram o que cada um pode oferecer ou não. E é justamente por estarem abaixo do que podem oferecer que alguns atletas não conseguem mais ajudar como antes, onde faziam funções mais específicas e limitadas. Limitados assim como as ambições do Flamengo de quando chegaram. Só que, como se diz na gíria, "o sarrafo agora está mais alto". Torcida e investimento não ambicionam mais apenas meio de tabela e um futebol com poucas alternativas técnicas e táticas.

Márcio Araújo, perseguido pela torcida e imprensa, tem 33 anos e a vida inteira fez a função de ser o volante marcador, de recomposição defensiva forte e cobertura. Entretanto, hoje em dia não tem muito a oferecer num esquema onde a presença dos volantes é muito maior que apenas defender. Muito do Zé ter se enforcado foi na sua insistência, sufocando seu esquema que precisava muito do apoio ofensivo dos meias. Com Rueda, ficou ainda maior a necessidade. O colombiano sempre montou suas equipes com alguns pilares. O começo das jogadas começando pelo setor é uma delas. E Márcio, nesse aspecto, tem muitas dificuldades.

Ao final do ano é preciso que a diretoria repense de forma muito profunda os jogadores do elenco. Principalmente o que há atualmente: um grupo de alto investimento e técnico e outro, de um passado cuja emergência justificava suas contratações.

Torcida e investimento não ambicionam mais apenas meio de tabela e um futebol com poucas alternativas técnicas e táticas.

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