Alívio preocupante

Berrio em Chapecoense x Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
BOTECO DO FLA: Por Sorin

Quem é “profe” sabe.

No domingo grande parte da Nação ficou irritada por achar que houve excesso na hora de poupar jogadores contra o Botafogo pensando na Sul-Americana. Mesmo após promover algumas escalações/alterações singulares desde a sua chegada, como pela primeira vez deu errado, fizemos todos o que sabemos fazer de melhor: cair de pau no trabalho alheio.

Um time todo de reservas? Em Clássico? Em uma rodada em que os resultados dos adversários nos beneficiaram? Absurdo!! Decretamos de forma veemente e que não aceitava argumentos de defesa contrários.

Ontem encaramos a Chapecoense em uma baita de uma crise após 4D e 1V nos últimos cinco jogos pelo Brasileirão (troquei as letras D e V no texto de ontem). Na zona de rebaixamento, vem enfrentando dificuldades até para encontrar um técnico que tope o desafio de sair do Z4 até dezembro. Não bastasse a suposta fragilidade momentânea do adversário, fomos até a bela Chapecó para entrar em campo com os 11 considerados a escalação ideal pelo técnico colombiano. E...

Foi aquilo lá. Se por um acaso você não viu o jogo, recomendo dar uma olhada nos melhores momentos da partida nesse link aqui. https://glo.bo/2eWtxsi É rapidinho. Dura dois míseros minutos. E olha que outro dia comentei aqui que um jogo tinha sido tão ruim que a coletânea de bons momentos reunia apenas um pequeno punhado de cinco minutos.

Ou seja... O Professor tinha razão no domingo. Não ia fazer a menor diferença ter entrado com a equipe principal. De certa forma foi até melhor em um primeiro momento. Porque daí a gente ficou três dias botando a culpa da derrota na escalação e não na falta de condições (ou vontade) de vencer.

Nem sei porque estou me dando ao trabalho de escrever hoje. Bastava reproduzir aqui a mensagem de um frequentador do Boteco, o Fábio Albuquerque. Disse ele ao fim do jogo lá pelo Twitter: “Carioca, falta de vontade, desânimo, previsibilidade, posse inofensiva. Estou te ajudando pra sua coluna, @sorinmercio. Só Copy & Post”. E foi isso.

Nos depoimentos dos técnicos no pós-jogo, Rueda declarou: “Chape muito combativa, aguerrida, que não deixou o Fla expressar todo seu futebol”. (nem todo e nem nenhum). Disse também que “fiz trocas para parar o jogo” (sinal de que empatar com a Chapecoense é bom). Do lado de lá o interino Emerson Cris resumiu a sua “semana de trabalho”, já que nem teve tempo de fazer nada após a saída do Eutrópio: “Joguei a responsabilidade para os atletas”.

Talvez seja esse o segredo então. Apesar do placar, a Chape esteve bem mais perto da vitória que o Flamengo. No final das contas tudo se resume em responsabilidade e atitude. Sem isso não dá pra ganhar de ninguém.

Faltam 13 dias para o dia 27.

Bora torcer.

Isso aqui é Flamengo.

No final das contas tudo se resume em responsabilidade e atitude. Sem isso não dá pra ganhar de ninguém. Faltam 13 dias para o dia 27.

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