Vinícius Jr. brilha e Paquetá foi a ‘melhor novidade’ do Flamengo

Vinicius Júnior, jogador do Flamengo - Foto: Buda Mendes/Getty Images
ESPN FC: Por Marcos Almeida

Bem verdade que o sub-20 do Flamengo teria de vencer o jogo desse sábado, mas el Mengón de Rueda deixou algumas boas impressões. E pensando em prazo curto. Difícil não colocar Vinícius Júnior titular na hora de projetar uma escalação para o jogo de quarta-feira, contra o Botafogo, pela Copa do Brasil. O garoto marcou 2 gols, armou um carnaval para cima da defesa e fez aquilo que todos os rubro-negros, merengues e grande parte dos brasileiros esperam. Sem Everton Ribeiro e Geuvânio, e com a lesão de Berrío, é provável que VJ esteja entre os titulares, ao lado de Éverton e... Felipe Vizeu. Poupados diante do Atlético-GO, inclusive.

É aí que surge a dúvida. Improvisado na função, Lucas Paquetá foi melhor centroavante que Vizeu em toda a carreira profissional. E ainda bate falta. Ganhou, pelo alto, e deixou Vinícius Júnior em grande condição de marcar, de cabeça. A bola saiu por pouco. Depois, fez a jogadaça que resultou no segundo gol do Mengão. Do fundo do coração, alguém acha que Vizeu atuaria nesses lances com a mesma qualidade e precisão?

A boa notícia vinda da Ilha do Urubu chama-se Lucas Paquetá. Ainda um tanto fraco fisicamente, o garoto fez partida digna de alguém que, em pouco tempo, almeja disputar a posição com Paolo Guerrero. Tá certo que foi o primeiro jogo como centroavante, tá certo que foi contra o lanterna, tá certo que foi com uma pressão bem abaixo da que costuma rondar o Flamengo. Mas o moleque jogou demais!

O sistema defensivo de Reinaldo Rueda segue bem melhor que o de Zé Ricardo, mas ainda é saudável conter a empolgação. Não sofremos gol de um Botafogo que tem se fechado em jogo grande e do modestíssimo Atlético-GO.

Já o destaque negativo fica por conta de Geuvânio. Até agora, pouco mostrou a que veio e nada justificou sua contratação, em detrimento a de um volante, centroavante, zagueiro ou lateral-esquerdo. Outro recém-trazido, Diego Alves pela primeira vez não foi vazado, e ainda fez uma defesaça, em chute de Walter.

Além do extremo descaso com a história e com o torcedor – incapacidade “voluntária” de permitir a lotação do estádio, de disponibilizar ingressos a preços justos e dignos –, Nosso Flamengo continua com outro problema crônico: a criação. Nada arrumou, no primeiro tempo, e só foi conseguir abrir o placar na velocidade e talento de Vinícius Júnior. A lição de casa, contudo, foi pra lá de bem feita, no gramado. ‘Los chicos de Reinaldo Rueda’ mostraram poder de decisão e potencial para fazer o futebol do Flamengo crescer sem que a diretoria precise gastar milhões e pagar no débito.

Vencemos um jogo que tinha a vitória como obrigação, partimos para um que a tem como necessidade. E com mais opções para o novo treinador. No antes apelidado “Estádio dos Ventos Uivantes”, hoje Ilha do Urubu, bons sopros sobre o Mengão. Que eles se espalhem pela Gávea, Maracanã. Que a brisa do Flamengo vencedor alcance todos os lugares do planeta.

Outro recém-trazido, Diego Alves pela primeira vez não foi vazado, e ainda fez uma defesaça, em chute de Walter.

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