Sorteio ou azareio?

Foto: Staff Images
KLEBER LEITE: Duvido que o tema central desta quinta-feira não divida opiniões, muito embora, tenha eu uma opinião definitiva a respeito. A final da Copa do Brasil, entre Flamengo e Cruzeiro, será no Mineirão, casa do Cruzeiro. Pessoalmente, e várias vezes já disse aqui, penso que fazer o último jogo em casa não deixa de ser uma vantagem.

A prova disso são as manchetes de todos os veículos, rigorosamente iguais: “A decisão será no Mineirão”. Se bom fosse fazer o primeiro jogo em casa, as manchetes poderiam ser: “Flamengo larga na frente. Primeiro jogo será no Maracanã”.

Brincadeira à parte, dizer que, por coerência com o que penso, torci muito para o segundo jogo ser no Maracanã, mas dentro do que penso, para mim, ou melhor, para o Flamengo, não houve sorteio e sim, azareio. Mesmo assim, continuo um otimista de carteirinha. Vamos vencer o Cruzeiro e atropelar o azareio.

Bom lembrar que na final não existe mais o gol dobrado fora de casa, em caso de igualdade. Assim sendo, se o Flamengo vencer aqui por 3 a 1 e perder em Belo Horizonte por 2 a 0, pênaltis!!! Esta mudança de regulamento para a final traz um certo conforto para quem faz o primeiro jogo em casa, pois o visitante pode até marcar, desde que não vença o jogo.

Claro que, matematicamente, a possibilidade de a decisão ir para os pênaltis, em função da mudança no regulamento, aumenta consideravelmente. E diante do exposto, não restará alternativa ao Flamengo senão jogar ofensivamente no Maracanã. Não adotar esta estratégia é concordar em decidir o título na casa do adversário.

Guerrero está fora, pois levou mais um cartão amarelo. Aqui mesmo no blog, li um comentário muito interessante em que é colocado que no embate entre defensor e atacante, o normal é haver a falta do defensor no atacante, porém, Guerrero é exceção, pois comete mais, do que recebe faltas. E, sem falar no número de cartões que leva por reclamação. Já é hora de alguém ter um papo sério com ele e, abrir a possibilidade de punição cada vez que deixar de jogar por tomar cartão por reclamação. Jogador de futebol é como criança. Se os limites não forem estabelecidos, a coisa desanda…

Por falar em comentários e, com todo respeito, discordo de quem achou boa a atuação de Pará. Jogou torto o tempo todo e em nenhum momento foi eficaz no apoio, como deve ser qualquer bom lateral. Curioso que, de repente, Trauco, antes tão elogiado, virou um perna de pau.

A verdade é que um gol muda tudo. Muda tanto que encobre erros, como o que ia ser cometido. Quando fez a jogada do gol da vitória, Berrío já havia sido anunciado para sair, com Vinícius Júnior esperando à beira do campo. Ali, quem deveria ter saído era Pará, com Éverton passando para a lateral. Afinal, quem buscava a vitória era o Flamengo. Às vezes, a vitória encobre os equívocos. Como ontem…

Agora, esperar até o dia sete de setembro e, em função do que ocorrer no Campeonato Brasileiro, definir o time para o primeiro jogo decisivo. Melhor que haja este tempinho para que Rueda possa ir conhecendo melhor os jogadores. Com certeza, o conhecimento dará a ele maior segurança, não só para escalar, como – e principalmente – para substituir bem.

Para finalizar, uma boa notícia. Muito em breve o edital de licitação do Maracanã estará à disposição dos interessados e, pelo que apurei, em condições bem favoráveis ao Flamengo. O que é de fato – “O maraca é nosso!!!” – em breve, pelo pique da remada, será também de direito. E, este será o primeiro passo para o Flamengo ser um clube mundial.

Assim sendo, se o Flamengo vencer aqui por 3 a 1 e perder em Belo Horizonte por 2 a 0, pênaltis!

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