Por mudanças no Flamengo, vice-presidentes ameaçam renúncia

Rafael Strauch, Flávio Willeman, Daniel Orlean, Claudio Pracownik e Alexandre Wrobel, vice-Presidentes do Flamengo
Foto: Gilvan de Souza
MAURO CEZAR PEREIRA: Uma reunião entre sexta-feira e sábado pode mudar os  rumos do futebol do Flamengo. A fraca campanha na Série A e a tumultuada chegada da delegação ao Rio de Janeiro no dia seguinte a mais uma derrota para o Santos colocaram o clube numa crise digna dos tempos de dívidas descontroladas, falta de estrutura e salários atrasados. O presidente Eduardo Bandeira de Mello, que acumula a vice-presidência de futebol, estará com os seus VPs e, evidentemente, a situação do time será o assunto central.

Tal encontro já estava anteriormente marcado, mas inicialmente não era essa a pauta planejada. Todos esperavam um desempenho melhor da equipe, a 15 pontos do líder, Corinthians, e virtualmente fora da briga pelo título brasileiro, mesmo com o maior investimento feito no departamento de futebol rubro-negro em muitos anos. Bandeira deverá tentar contemporizar, contando com o apoio dos vices que ainda são extremamente leais a ele, mas as discordâncias se acentuaram e é provável que fique isolado, ou em minoria.

As pessoas esperam ouvir do presidente quais as providências que serão tomadas em meio à queda de rendimento. Como é possível que a resposta os decepcione, ou seja, que nenhuma medida seja anunciada, ficará a cargo de cada um fazer o que quiser. Não são poucos nos bastidores do clube que defendem a renúncia de VPs para que Bandeira se curve diante dos fatos e deixe o poder absoluto que mantém sobre o futebol profissional.  Hoje ele centraliza as decisões ao lado do CEO, Fred Luz, acima do diretor executivo, Rodrigo Caetano.

O grupo que apoia Bandeira de Mello, chamado SóFla, está agitado. Alguns vices o integram e há quem sugira que entreguem os cargos. No entanto, prevalece até aqui a estratégia defendida por quem acha o afastamento de VPs perigoso, pois perderiam o comando de vez, totalmente. E há quem tema a volta de velhos personagens da política rubro-negra no eventual surgimento de um vácuo. Não existem, até aqui, algo como uma ameaça de renúncia coletiva, mas enorme irritação que pode levar a tal decisão individual de um ou mais.

Na sua próxima entrevista, Eduardo Bandeira de Mello provavelmente minimizará a crise. Ele tentará manter o técnico Zé Ricardo, mas será pressionado como nunca. O futebol está em suas mãos e o peso das derrotas sobre os ombros do presidente. E a estratégia de apontar "falsos rubro-negros" já está desgastada. Tampouco há clima de eleições (elas só acontecerão em aproximadamente 16 meses) para que sejam apontados adversários políticos como artífices da crise. Até porque os responsáveis por ela são facilmente identificados pelo torcedor.

Siga @maurocezarespn

As pessoas esperam ouvir do presidente quais as providências que serão tomadas em meio à queda de rendimento.

Postar um comentário

[facebook]

MKRdezign

{facebook#https://www.facebook.com/oficialsouflamengo} {twitter#https://www.twitter.com/SiteFlaHoje} {google-plus#https://plus.google.com/u/0/+FlamengoHoje} {youtube#https://www.youtube.com/create_channel}

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget