Na vitória do Flamengo, a lição de Rueda na arte de pensar o jogo

Reinaldo Rueda, treinador do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
GILMAR FERREIRA: Flamengo e Botafogo fizeram confrontos de baixo nível técnico no Nílton Santos e no Maracanã.

E a merecida vitória nos play-offs que valiam vaga na final da Copa do Brasil foi do time que foi sempre mais equilibrado nos 180 minutos.

O Flamengo teve mais posse de bola nos dois jogos, finalizou mais ao gol (20 a 10) e foi mais determinado a seguir adiante.

E por que foi assim?

Simplesmente porque que o elenco do Flamengo oferece mais e melhores opções para seu treinador, tendo nesta competição um time bem rodado.

A rigor é o time que conquistou o Estadual e foi eliminado na primeira fase da Libertadores, mas entrosado e com Rueda à frente.

O novo técnico trouxe maturidade tática, tirando do time a obrigação do "Vai pra cima dele, Mengô!", e injetando inteligência emocional.

O sistema de Rueda segura laterais e volantes, mas não os impede de atacar, apenas obrigando-os a pensar um pouco mais o jogo.

Em tese, a missão de construir as jogadas é dos dois meias e a finalização fica a cargo dos dois atacantes _ quatro jogadores talentosos e intensos!

Estamos falando de Diego, Éverton, Berrío e Guerrero _ os outros são o apoio, e neste ponto estamos falando, sobretudo, de Arão, Pará e Rodinei.

A jogada do gol que decidiu o duelo mostra Rodinei no apoio a Berrío, que ousa no jogo individual e depois percebe a aproximação de Diego...

Se Reinaldo Rueda conseguir fazer do Flamengo um time mais racional, daqueles que sabe equilibrar ofensividade e controle de jogo, vai triunfar.

Exatamente como vem triunfando Jair Ventura no comando do Botafogo, embora não tenha conquistado um título sequer.

Desta vez, o sistema de jogo do técnico alvinegro não funcionou como se esperava, muito em função da carência de peças ofensivas.

No quarto enfrentamento entre ambos em 2017, Rueda pela primeira vez ficou com a vitória, sem que isso seja um demérito para o jovem Jair.

Sem Camilo e Sassá, negociados;

Sem Pimpão, suspenso;

E sem poder utilizar Marcos Vinícius e Leo Valencia, a força ofensiva do Botafogo é limitada e relativa.

Depende dos espaços que os adversários dão a seus laterais e da liberdade que seus meias e volantes recebem para as infiltrações.

Hoje, mais do que nunca, o Botafogo sentiu a falta de um jogador que pudesse personalizar o jogo, chamando para si a missão de resolvê-lo!

Bola pra frente...

Vejamos agora como serão as duas finais entre Flamengo e Cruzeiro, que eliminou o Grêmio, na disputa de pênaltis (0 a 1 e 1 a 0).

Um confronto entre perfis que se espelham...

O Flamengo teve mais posse de bola nos dois jogos, finalizou mais ao gol (20 a 10) e foi mais determinado a seguir adiante.

Marcadores:

Postar um comentário

[facebook]

MKRdezign

{facebook#https://www.facebook.com/oficialsouflamengo} {twitter#https://www.twitter.com/SiteFlaHoje} {google-plus#https://plus.google.com/u/0/+FlamengoHoje} {youtube#https://www.youtube.com/create_channel}

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget