Gian elogia Roger por preferir não negociar com o Flamengo

Roger Machado, ex-técnico do Atlético-MG - Foto: Bruno Cantini
ESPN: Gian Oddi

Nesta segunda-feira, durante o Linha de Passe na ESPN Brasil, tivemos uma mesa dividida, com opiniões diferentes ao avaliar a recusa de Roger Machado após o técnico receber uma sondagem sobre a possibilidade de assumir o comando técnico do Flamengo.

Conforme apurou Mauro Cezar Pereira, Roger ouviu uma sondagem do Fla (não chegou a receber convite formal), mas reforçou sua posição: após a demissão no Atlético, não pretende voltar a trabalhar em 2017.

Não havia na mesa, porém, dúvida alguma de que  assumir este Flamengo já fora da briga pelo título nas duas principais competições do ano, mas com o melhor elenco do Brasil, enorme margem de melhora pela frente e a chance de levantar duas taças — Copa do Brasil e Sul-Americana — seria boa oportunidade de consagração para o treinador.

O que só torna sua atitude mais elogiável.

A fartura de demissões de treinadores em uma temporada do futebol brasileiro é alvo de críticas constantes, sobretudo da imprensa e, claro, dos próprios treinadores, que em todo momento alegam não ter tempo para desenvolver bons trabalhos.

Roger, pela segunda vez em sua ainda curta carreira, faz mais do que reclamar ao agir com a personalidade que outros técnicos mais renomados não agiram em décadas de carreira: recusar sondagens ou propostas tentadoras, dos dois clubes com mais torcida no país, por princípios e convicções sobre o que é (ou deveria ser) o trabalho de um treinador.

Evidentemente choverão críticas a Roger na linha do “quem ele pensa que é?”, “ainda não é nada para recusar Corinthians e Flamengo” e “está se achando demais para quem ainda não ganhou nenhum título relevante”.

O principal debate causado por sua recusa, contudo, não deveria ser sobre sua capacidade, que de fato ainda carece de comprovação depois de um início promissor e ideias tão promissoras quanto. Até porque a recusa a convites tão tentadores é bem mais rara que a escolha equivocada de técnicos por parte de grandes clubes.

Antonio Rueda até parece, hoje, um nome mais adequado ao Flamengo: não apenas por sua qualidade, mas porque, no Brasil, quanto mais crédito um treinador tem no momento de sua chegada, mais tempo terá para trabalhar sem depender de resultados. E hoje Rueda tem muito mais crédito do que Roger, inclusive com os torcedores.

A atitude de Roger, porém, é um passo, ainda que pequeno, para que os técnicos no Brasil não dependam mais de “créditos” para ter o mínimo de tempo necessário para trabalhar.

Que outros técnicos parem de reclamar e copiem seu exemplo.

Que outros técnicos parem de reclamar e copiem seu exemplo.

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