Euforia e frustração...

Pará comemorando gol com jogadores do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
GILMAR FERREIRA: Quanto maior a expectativa, maior a frustração.

Só mesmo recorrendo ao antigo clichê para tentar entender a revolta dos torcedores do Flamengo com a campanha do time de Zé Ricardo no Brasileiro.

Depois dos 34 pontos somados no primeiro turno do ano passado e dos 37 somados no returno, esperava-se que a performance fosse ainda melhor.

Afinal, foram investidos cerca de R$ 50 milhões em novos jogadores...

O clube encontrou uma casa para não ficar feito "caixeiro viajante" rodando pelo país...

E a própria sequência do trabalho alimentava a ideia do 2017 feliz.

MAS A REALIDADE É OUTRA.

A reação explosiva dos violentos gatos pingados que que protestaram ontem no Aeroporto Santos Dumont, na chegada da delegação que perdeu para o Santos, em São Paulo, indicam que o jogo da manhã de domingo, contra o Vitória, na Ilha do Urubu, pode ser sinônimo de encrenca.

Até porque o técnico Zé Ricardo não será demitido, jogador nenhum será afastado e a presidência continuará com Eduardo Bandeira de Mello.

Pior: o adversário, agora treinado por Vagner Mancini, está em ascensão.

O jogo é de risco e a diretoria sabe disso.

A CAMPANHA, em si, não é das piores.

Pelo contrário: em termos de colocação na tabela, o atual quinto lugar é a segunda melhor nos primeiros 18 jogos de uma edição do Brasileiro desde 2006.

Perde apenas para o segundo lugar de 2011, time dirigido por Vanderlei Luxemburgo.

No ano passado, o Flamengo já havia somado 31 pontos (hoje tem 29) e ocupava o sexto lugar.

Em 2015 era o 12º;

Em 2014, o 9º;

Em 2013, o 15º... e por aí foi, sempre oscilando entre o 6º de 2009 e o 15º de 2010.

Com exceção, evidentemente, do turno de 2011.

O ELENCO tem muita qualidade, mas as referências têm mais de 30 anos.

Casos do recém-contratado Diego Alves (32), dos zagueiros Rever (32) e Juan (38), do lateral Pará (31), do volante Márcio Araújo (33), do meia Diego (32) e do atacante Guerrero (32).

Por coincidência, seis deles iniciaram o jogo no Pacaembu, num time cuja média da idade era de 30 anos.

Como o peruano se machucou e deu lugar ao jovem Vizeu logo aos 27 minutos, a média caiu para 28.

Com as substituições feitas após a expulsão de Rodinei, os dez que terminaram o jogo tinham 29 anos, em média.

É muito...

Só recorrendo ao antigo clichê para tentar entender a revolta dos torcedores do Flamengo com a campanha do time de Zé Ricardo no Brasileiro.

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