Comida requentada

Foto: Divulgação
BOTECO DO FLA: Sorin

Até pensei em catar algum texto anterior a esse. Qualquer um que tenha aparecido em dia posterior a tropeço nosso por um dos inúmeros empates ou alguma derrota. Seria uma forma de dizer que o script continua o mesmo, uma espécie de protesto mudo contra a mesmice... Mas isso não seria justo com os freqüentadores do Boteco. De requentada já basta a atuação, o resultado final e as entrevistas de jogadores e do técnico após o jogo.

“A arbitragem estava pressionada”; “temos que levantar a cabeça”; “procurar sempre melhorar”; “temos um grupo forte”; “a gente fica chateado”; “a derrota não estava nosso planos”. Faz o seguinte... Copia e cola, printa, ou simplesmente dá outra lida nessas declarações e após o próximo tropeço confere se não serão todas “notícias” do dia seguinte.

Nem vou esculhambar a bagaça toda. Até que teve maior variação de jogadas, por exemplo, saindo do monocórdio e enfadonho chuveirinho recorrente das últimas partidas. Tanto que nossos dois gols saíram de chute de longa distância e passe perfeito com infiltração letal do Vizeu. Perdemos várias chances de gol MAIS UMA VEZ e MAIS UMA VEZ não soubemos administrar o jogo quando em vantagem, sofrendo a virada com gols ao apagar das luzes. A gente pode reclamar de tudo, menos de regularidade. Ainda que esta seja uma constância que não é exatamente o que a gente espera... Opa... Olha o Tio aqui falando que nem os jogadores e a comissão técnica na noite de ontem, e que nem a provável entrevista de algum Smurf no decorrer dessa quinta ou sexta. Parece que isso pega.

Nossos gols sofridos. Uns 10 segundos após a cobrança de um tiro de meta, outro após bote falho do Márcio Araújo (vibra a turma que torce contra pra provar suas posições), e o terceiro em bola aérea ao lado do nosso Capitão que mede uns 3 metros de altura. Complicado.

Mais complicado ainda é saber que só vencemos uma única partida contra os dez primeiros colocados. A enxurrada de empates que “conquistamos” nos deixa com uma desvantagem monstra em um importante quesito de desempate. Temos 7 vitórias. O Corinthians tem 13, o Grêmio 11. Santos e Palmeiras têm 10 cada.

Ontem presenciei nas redes sociais, como de hábito, uma onda de sugestões movidas pela frustração de mais um revés. A mais grave delas talvez tenha sido a de jogar a toalha de vez e POUPAR jogadores no Brasileirão para se dedicar às outras competições. Isso não existe no momento. Abandonar o treco antes do início do segundo turno seria de uma nutellice maior que a dos nossos sensíveis atletas. Isso sem falar de outros riscos inerentes a tal imprudência. Fazer o que? Tem que jogar e ver o melhor que dá pra fazer, mesmo que não seja o título. Não estamos no Playstation (e nem lá isso é perdoável) pra sair dando reset de forma descontrolada.

No mais... No dia de hoje é esperar as já citadas acima possíveis declarações dos dirigentes, talvez uma Planilha Excel ou outra mostrando mais uma vitória nossa em algum campo que não seja o campo de jogo, vencer o Vitória no domingo... E passar a segunda ouvindo entrevistas sobre “agora precisamos retomar o rumo”, “o momento é de dar sequência ao trabalho”, “estamos progredindo”... E no próximo tropeço retomar aquelas do segundo parágrafo.

Não adianta espernear, botar a culpa toda em um ou outro jogador, ofender o clube através dos perfis oficiais do mesmo, mimimizar que não vai mais assistir jogo, nada disso.

Bora torcer.

Isso aqui é Flamengo.

Não adianta espernear, botar a culpa toda em um ou outro jogador, ofender o clube através dos perfis oficiais do mesmo.

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