Flamengo ataca com paixão, mas defende com displicência

Rafael Vaz e Juan na zaga do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
GILMAR FERREIRA: A muito custo, na base do sofrimento, os clubes começam a enxergar que não é grande a distância entre os mais talentosos astros já consagrados e muitos dos garotos que eles criam em suas divisões de base.

Paulinho, o prodígio de 17 anos que fez os dois gols da vitória do Vasco em Belo Horizonte, sai dessa 16ª rodada do Brasileiro como um símbolo da nova era: é o primeiro nascido novo século a marcar em um jogo da Série A.

ATLÉTICO-MG 1 x 2 VASCO.

Há tempos que o Vasco não mostra um time saudável, com disposição para marcar a saída de bola do adversário e competir, de verdade, independentemente de ser bom ou ruim.

E os garotos que Mílton Mendes tem levado a campo jogam o futebol que outros jovens valores já exibem em clubes do Brasil ou da Europa: aplicação, toques rápidos e objetividade.

O menino Paulinho fez os dois gols, mas Matheus Vital, Paulo Vítor e Guilherme Costa mostraram que o Vasco tem futuro.

E dos mais promissores...

ATLÉTICO-GO 1 x 1 BOTAFOGO.

A exemplo do que já fizera no meio da semana, no 0 a 0 com o Atlético-PR, na Baixada, o time de Jair Ventura foi econômico no gasto de energia.

Posicionou-se com linhas baixas, deu aos goianos o falso domínio do jogo, suportou um ou outro momento de pressão e atacou com as bolas longas.

Numa delas, no segundo tempo, conseguiu o gol. Mas em nenhum momento soltou o freio. Jogou posicionado, sofreu o empate e assumiu o risco.

Poderia mais.

FLUMINENSE 0 x 1 CORINTHIANS.

O jovem e ousado Fluminense de Abel Braga teve mais posse de bola, trocou mais passes, finalizou mais vezes... mas o adversário era o Corinthians, invicto agorahá 30 jogos.

A ausência de Pablo na zaga e de Jadson na criação não abalou a estrutura, e o time paulista jogou em ritmo moderado, procurando tirar proveito da imaturidade tricolor.

O resultado da partida, pela dinâmica do jogo, não expressa o que ambos produziram em campo...

FLAMENGO 2 x 1 CORITIBA.

O resultado esperado só veio no gol de pênalti no último minuto regulamentar, fruto do descontrole de um time que ainda não tem equilíbrio e parece assombrado por sua própria vocação ofensiva.

Zé Ricardo já testou várias combinações possíveis para a dupla de volantes, mas nenhuma delas repetiu o rendimento que Márcio Araújo e Arão tiveram em 2016.

Flamengo ataca com paixão, defende com displicência e até quando vence expõe demasiadamente suas fraquezas...

Fruto do descontrole de um time que ainda não tem equilíbrio e parece assombrado por sua própria vocação ofensiva.

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