Birner vê Flamengo mal escalado: "Zé Ricardo merece críticas"

Técnico Zé Ricardo e Márcio Tanurre, médico do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
BLOG DO BIRNER: A manchete resume o futebol dos times nos jogos de quarta-feira da Copa do Brasil. Na prática os times mantiveram no mata-mata o padrão das últimas rodadas nos pontos corridos.

Os elencos com maior número de atletas habilidosos decepcionaram. Incluo o Flamengo no grupo dos que podem render muito mais dentro dos gramados. Basta conversar com os torcedores da nação rubro-negra para saber o tamanho da insatisfação com o desempenho.

Treinador merece críticas

O time mal escalado, com Muralha, Rafael Vaz e Marcio Araújo desde o início, poderia ter se classificado com facilidade.

O sistema de marcação padrão peneira quase permitiu a remontada épica do Santos.

O gol de Berrío forçou o Alvinegro a optar pelo jogo completamente aberto. O time de Levir necessitava no mínimo quatro para seguir no torneio.

O Flamengo podia manter a bola para diminuir o ritmo, ou topar o andamento, se fechar no campo de trás e investir na transição em velocidade a frente.

Optou por esse e quatro vezes foi incapaz de impedir a comemoração santista. Zé Ricardo, pela escalação e atuação diante do Coritiba, recebe compreensíveis críticas de flamenguistas e de quem analisa o futebol.

O Santos teve raça, golaço de Bruno Henrique e o mérito de manter a intensidade. Uma atuação melhor no jogo de ida mais concentração em momentos como na assistência para o colombiano geraram a eliminação.

O duplo pragmatismo em gotas

O Cruzeiro entrou no gramado para impedir o Palmeiras de conseguir os gols. Cuca facilitou para o classificado.

O técnico, na entrevista após a eliminação, afirmou que iniciou com Thiago Santos e Felipe M. para ser mais precavido, A proposta combina mais com quem atua diante de times com maior potencial técnico no elenco.

O orientado por Mano quase anulou a criação do Alviverde. Salvo engano, a única finalização em gol foi a do 'acerto' de Keno. Fabio pegaria e houve o desvio que tirou o veterano do lance.

Sorte é bênção e parte do futebol.

Era o momento do sistema de marcação de Cuca garantir a classificação, mas se equivocou no empate.

Diogo Barbosa de cabeça, sozinho na área, igualou o resultado e colocou o clube na semifinal.

O Alviverde quase nada construiu e bobeou quando tomou gol. No jogo, apenas o sistema de marcação do classificado merece elogios.

Na criação, apesar de melhores que o oponente, os mineiros tiveram o desempenho mediano. Há margem grande para aprimoramento coletivo. O elenco permite ao treinador ampliar o repertório e o número de gols.

A glória e o Robinho

Jair Ventura teve que alterar a proposta de futebol predileta do time. Orientou o sistema de marcação atuar adiantado e com grande intensidade.

Em 5 minutos o Botafogo conseguiu o gol que igualava a disputa pela vaga. Depois, tal qual se sente confortável, recuou, investiu nos contra-ataques para ampliar o resultado e foi muito superior no 1°t.

Permaneceu menos com a bola, mas foi eficaz na marcação e soube aproveitar as brechas do Atlético. O lado direito com Marcos Rocha e Yuri foi a avenida mais acessada pelo classificado. O gol de Roger com a elogiável assistência de João Paulo estava desenhado antes de ser concretizado.

A superioridade forçou Micale a investir em duas alterações.

Rafael Carioca entrou para o 2°t e o volante saiu. Na outra talvez tenha mexido no vespeiro do elenco. Robinho, atleta com menos incumbências no sistema de marcação e mais possibilidades para se mexer e receber a bola, nada construiu e Rafael Moura foi ao gramado.

As mexidas foram acertadas. Em alguns momentos forçaram o oponente a jogar muito atrás.

O Atlético entrou na área, incomodou, mas diante do time organizado e preparado para conseguir o gol com transição em velocidade ao retomar a bola, tinha muita dificuldade na recomposição do sistema de marcação.

Jair alterou para reforçar essas características e Gilson garantiu mais uma classificação na temporada.

Todos os elogios à agremiação que se mantém na Copa do Brasil e na Libertadores. Forma, ao lado de Grêmio e do Corinthians, o trio das que têm a proposta de futebol ideal e construíram coletivo forte na temporada.


O Flamengo podia manter a bola para diminuir o ritmo, ou topar o andamento, se fechar no campo de trás e investir na transição em velocidade a frente.

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