Resetar, jogar, seguir 2017.

Foto: Reprodução
FALANDO DE FLAMENGO: Por Sorín

Muito contra nossa vontade, o Flamengo descarta do chaveiro a chave que trazia a inscrição “LIBERTADORES” em belas letras douradas e era o principal objetivo do ano. As atenções se voltam nesse sábado para o Brasileirão, a nova e principal estrela da temporada.

Após o empate em casa contra o Galo na primeira rodada, ainda que sem o mesmo peso por não ser um adversário direto na disputa do título, é tentar recuperar os três pontos fora contra o Atlético-GO, atropelado pelo Coritiba na estreia.

O Flamengo tende a ir com a força máxima disponível… Bem… Continuo confiante no trabalho do ZR, mas dadas a escalação inicial e substituições da última quarta, melhor seria dizer com a força disponível que o técnico julgar que seja a máxima. Eh, eh, eh… Mesmo porque o Gabriel deve começar jogando (Berrío não viajou), o que já torna bastante questionável o termo “máxima”.

Diretoria, comissão técnica e jogadores encaram a pressão causada pela precoce e merecida eliminação na Libertadores, traduzida na frase exagerada que será vista nos estádios e redes sociais de agora até dezembro. A tal “O Brasileiro é obrigação”. Desmedida não pela cobrança, mas pela dificuldade inerente da competição, que é longa, difícil, e tem outros muitos clubes com capacidade de brigar lá em cima. Seria o mesmo que dizer que “A Copa da Rússia é obrigação”, após a tragédia dos 7 x 1 em terras tupiniquins. O Boteco bate na tecla de que obrigação é Atitude e o resto é conseqüência.

O time foi recebido em Goiânia sem toda a euforia habitual dos últimos tempos, mas também sem protestos. A recepção adequada deve ser porque a Nação agora já pode ficar mais tranqüila. O “jenial” Rodrigo Caetano, em entrevista morna e cheia de frases já conhecidas, proferiu a novidade que nunca ninguém tinha pensado: “O Flamengo precisa se impor como visitante”. Tivesse o engravatado recebido essa inspiração brilhante algumas semanas antes, estaríamos todos aguardando a data do sorteio que iria definir nosso adversário nas oitavas. De qualquer forma… Podemos dizer que a eliminação quase valeu, se o que tiramos dela foi essa reflexão revolucionária.

Do lado de lá… Do lado de lá… Apesar de já estar no cargo de técnico há um ano, Marcelo Cabo parece comandar um barco que anda meio à deriva, ainda tentando encontrar rumo após o abalo sofrido em Curitiba. Tanto que na segunda rodada a formação é outra (três volantes) e até o goleiro titular foi trocado, já que Kléver falhou em três dos quatro gols marcados pelo Coxa. Flamengo deve outra vez enfrentar um time fechado, tal qual aconteceu na partida de ida da Copa do Brasil no Maracanã. A novidade lá na frente é o Walter, aquele mesmo, que não pôde atuar na CB por já ter defendido o Goiás no início da competição.

Teve gente reclamando da frase do ZR logo após a eliminação, quando disse que agora era lutar para estar na Libertadores outra vez em 2018. Mas é isso mesmo. Como citei na filial audiovisual do Boteco lá no YouTube, o Flamengo tem a obrigação é de fazer o melhor possível nas competições que participa. Se fizer tudo razoavelmente direitinho, a tendência é estarmos outra vez lá. Um dia a gente aprende que não é uma competição comum, e o sangue nos olhos e a Atitude são pré-requisitos para a disputa da mesma.

A hora do expurgo já passou. Os mais exaltados já podem abandonar os “não vejo mais jogo esse ano” e os “pra mim chega”. Bora retomar a vida. ISSO AQUI É FLAMENGO.


O Flamengo tende a ir com a força máxima disponível… Bem… Continuo confiante no trabalho do ZR.

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