Rejeitado no Flamengo, Marllon se destaca na Ponte Preta.

Getty Images
FOX SPORTS: Boas campanhas na Série A e atual vice-campeã do Campeonato Paulista, a Ponte Preta sofre a cada ano com o desmanche do elenco. Neste ano, as referências ofensivas deixaram a equipe. William Pottker acertou com o Internacional, enquanto Clayson foi negociado com o Corinthians. Mas, apesar de toda cobiça dos adversários, uma base está sendo mantida em Campinas, principalmente na defesa, quem tem um ex-Flamengo como destaque.

Em entrevista exclusiva ao FOXSports.com.br, o gerente de futebol da Macaca, Gustavo Bueno, rasgou elogios ao trabalho feito na recuperação de atletas que não vingaram em clube grande. Como é o caso de Marllon, destaque e campeão da Copa São Paulo de Juniores de 2011, mas que acabou dispensado após poucas chances no profissional. O cartola vê o defensor com um futuro promissor no futebol brasileiro:

"É um atleta que a gente vinha monitorando. Foi o melhor zagueiro da Série B. Ele já nos interessava desde os tempos de Flamengo. Alguns atletas atingem a maturidade antes de outros. Depende de cada um. Fizemos com o Marllon o mesmo trabalho com o Pablo, hoje no Corinthians, mas que não foi aproveitado no Grêmio. Marllon tem tudo para ser um dos grandes zagueiros do futebol brasileiro", afirmou o dirigente, que vê uma falta de paciência dos clubes grandes com atletas oriundos das categorias de base:

"Falta. Talvez em um clube com uma estrutura maior, como o Flamengo, não se tem tanta paciência. A Ponte Preta tem que recuperar o jogador, insistir. Não tenho receita para trocar. É um fluxo de despesa alto. Quando a gente traz alguém, precisa dar chance. No clube grande, o prazo é menor, assim como a paciência".

Aos 25 anos, Marllon foi criado nas categorias de base do Flamengo e sempre foi visto como um zagueiro de muito potencial. Da mesma geração de Adryan, Negueba e Rafinha, ele acabou subindo ao profissional quando o clube não vivia um bom momento. Foram 16 jogos, algumas vaias e a saída da Gávea. Rodou por Boavista, Rio Claro, Capivariano e Atlético-GO. No rubro-negro de Goiânia, foi destaque na Série B do ano passado. Emprestado à Ponte Preta, ele não deve seguir os caminhos de Pottker e Clayson. Ficará em Campinas até o fim da temporada:

"Ele pertence ao Cianorte. Mas já foi conversado com o agente dele sobre isso. É de interesse deles também que o Marllon não deixe a Ponte Preta. Se continuar bem, terá uma projeção maior ainda. Tem sido uma peça muito importante para nós", finalizou.

Depois de entrar com um 4 a 0 sobre o Sport, na semana passada, a Ponte Preta volta campo neste domingo (21 de maio). O adversário será o Botafogo, no Rio de Janeiro.

Talvez em um clube com uma estrutura maior, como o Flamengo, não se tem tanta paciência.

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