Enquanto dirigentes somem, Bandeira dá cara a tapa no Flamengo.

Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo
EXTRA GLOBO: Tão logo a eliminação do Flamengo na Libertadores se tornou realidade, o presidente Eduardo Bandeira de Mello se colocou como porta-voz do clube, e acabou se expondo. De perfil sereno na política, mas esquentado em meio as partidas, saiu em defesa do trabalho, fazendo valer a função de vice de futebol que acumula desde a saída de Flavio Godinho.

Os excessos ao atribuir as críticas a 'falsos rubro-negros' foram o sinal de que é preciso dividir a tarefa para não queimar a imagem. Além de Godinho, o mandatário perdeu o respaldo de Plínio Serpa Pinto, também citado em casos de corrupção. O nome de consenso para assumir o futebol seria de Alexandre Wrobel, do Patrimônio, que descarta a troca.

Na Gávea, nomes como de Marcos Braz, Cacau Cotta e Jorge Rodriguez circularam, mas o grupo de apoio ao presidente torce o nariz para todos. Nesse cenário, o futebol rubro-negro é cada vez mais atribuição dos executivos Fred Luz e Rodrigo Caetano. O diretor-geral e o diretor de futebol têm apoio de Bandeira, mas não fazem a blindagem necessária em momentos de derrotas. Coube a Bandeira enumerar frases sem a indignação esperada, embora a expressão do presidente falasse o contrário.

- Vocês estão tentando imaginar o que está acontecendo algo de muito grave, mas não está acontecendo nada. É simplesmente uma derrota sofrida, estamos tristes e precisamos entender o que aconteceu. Agora, é normal, ter um resultado adverso, você não precisa desconsiderar e destruir todo o trabalho que está sendo feito - disse em uma das frases mais sensatas no desembarque no Rio.

O apoio ao trabalho da pasta e a falta de cobranças exasperadas em situações de eliminação viraram marca de Bandeira mesmo antes de acumular a vice-presidência de futebol. Com pretensões políticas fora do clube e sem poder concorrer a reeleição em 2018, o dirigente tenta manter a pose e a chamada governança do Flamengo, mas acaba deixando escapar o lado torcedor que prejudica o presidente.

A presença de Bandeira de fato é constante no dia a dia do futebol e bem aceita por todos os funcionários. O perfil sereno é a marca no dia a dia e o bom relacionamento com jogadores e comissão técnica inibem qualquer tipo de cobrança mais áspera em momentos como os da eliminação na Libertadores. Nessa hora, o trabalho cabe a Caetano e Luz, vozes ativas no vestiário, e cientes de que o golpe foi duro e inesperado. É hora de ouví-las em alto e bom som.

Na Gávea, nomes como de Marcos Braz, Cacau Cotta e Jorge Rodriguez circularam, mas o grupo de apoio ao presidente torce o nariz para todos.

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