Tragédia expõe via-crúcis de times em viajar pela América do Sul.

Everton, atacante do Flamengo, deixando avião - Foto: Alexandre Vidal / Flamengo
RODRIGO MATTOS: A investigação em torno do acidente do avião da Chapecoense indica a precariedade da empresa aérea Lamia, fretada para fazer o voo da Bolívia até a Colômbia. A opção pela companhia é explicada pelas condições difíceis dos times nacionais em viajar pelo continente. Conexões longas e complicadas, regras de restrição ou preços altos são rotina para os clubes nacionais na disputa da Libertadores e Sul-Americana.

O blog apurou nos últimos dias com dirigentes de times que relatam os empecilhos que enfrentam a cada etapa que avançam nos campeonatos. Tanto que há empresas que foram criadas só para tentar auxiliar os times a realizar as viagens. Vamos relatá-los em seguida:

Conexões ruins para certos países

Quando os times brasileiros têm que ir para países mais ao Norte da América do Sul, as conexões muitas vezes são feitas no Panamá. Ou seja, um time do Sul, por exemplo, teria de pegar um voo para São Paulo, depois para o Panamá e depois de volta para a Colômbia ou Venezuela. Isso implicaria em um dia de viagem para uma distância de cerca de seis horas.

Falta de companhias de fretamento no país infla preço

São poucas companhias com aviões de tamanho médio com 100 lugares com a Lamia. Para fretar aviões no país para voos ao exterior, os dirigentes costumam ter de fretar um avião da Gol ou da Tam. Como têm que tirar um aeronave de linha, cobram valores bem mais altos. Há estimativas entre US$ 150 mil e US$ 200 mil. Dentro do Brasil, para distâncias similares, é possível fretar por valores a partir de R$ 100 mil.

Regras restritivas de aluguel de aeronaves

A Anac proíbe que sejam fretados aviões que não sejam do Brasil ou do destino final. É uma regra comercial comum que se pratica em outros países. Com isso, os clubes ficam restritos ao uso de aviões dos caros aviões do Brasil ou aos do outro país.

Condições climáticas na linha do Equador

Os voos para os países do Sul são tidos como tranquilos por dirigentes. Mas, nas proximidades da linha do Equador, são comuns os relatos de turbulências, além de aeroportos problemáticos. A maioria que viaja muito já passou por uma situação difícil ou outra.

Estratégia

Para escapar de todos esses empecilhos, os grandes clubes têm duas táticas. O bloqueio de passagens aéreas com bastante antecedência para garantir, e aceitar o pagamento de valores mais altos para fretar os aviões brasileiros.

Conexões longas e complicadas, regras de restrição ou preços altos são rotina para os clubes nacionais na disputa da Libertadores e Sul-Americana.

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