#SomosTodosChape

Foto: Divulgação
BOTECO DO FLA: Bem... Tem que falar sobre essa desgraça mesmo, né?

Ainda que eu prefira sofrer calado, com esse espaço aqui me tornando uma figura (mais ou menos) pública, e pelas regras sociais do novo mundo, que dita um onipresente “se não postar não existe”, ontem acabei recebendo e aceitando de bom grado uma ligeira bronca lá pelo Twitter, sobre a minha ausência de comentários nas redes sociais sobre o ocorrido.

Fica meio difícil. Além do óbvio e verdadeiro “não há palavras” para descrever esse maldito 29/11, porque não há mesmo, o pós-tragédia e a busca de algum tipo de conforto nessas situações sempre acaba tomando um viés religioso. Compreendo e entendo a lógica de buscar respostas em um além-vida e tudo mais. Porém... Porém... Como sou ateu, o melhor seria mesmo me calar para não acabar proferindo coisas que seriam fatalmente taxadas de erradas aos olhos dos que crêem.

Pois bem... Dito isso, e espero que essa tela em branco seja rapidamente preenchida, vamos falar um pouco de Chapecó, como forma de homenagem mais segura.

Por três vezes lá estive. E olha... Pra quem vai do Rio e tem parcos recursos financeiros dá um trabalhão. Aeroporto tem, mas como são poucos os vôos ligando as duas cidades, as empresas aéreas cobram os olhos da cara. Recomendo a visita à aprazível cidade. A saída mais econômica (e cansativa) sempre é... Avião pra Curitiba, e depois encarar oito ou nove horas de ônibus até lá, com a mesma logística em sentido inverso na volta.

Encantadora, Chapecó. Como quase todos os times da Série A sempre são localizados em cidades maiores, dá o charme e bônus extra (além de ver o seu time de perto) de poder conhecer uma Cidade-Time-Cidade, tudo assim mesmo, misturado e sem divisões.

A chegada é meio surreal, para deixar bem claro que você não está indo acompanhar seu time em Sampa, BH, Curitiba, Recife, ou qualquer outra grande cidade padrão. Na rodoviária humilde, sabe-se lá porque, existem umas esculturas imensas de dinossauros, gorila, anta e alguns outros animais. As ruas são um tanto quanto desertas... Ok... Sempre estive lá em um domingo, mas podem ser vistas inúmeras casas lindas, com varandas e quintais convidativos... E nenhum churrasco ou reunião familiar aparente. Inclusive caminhar do Centro até a rodoviária à noite é uma aventura curiosa. Sensação inevitável de que todo mundo se recolhe muito cedo para dormir. Isso, somado às onipresentes placas de segurança e vigilância nas casas, dá um ar de cidade de filme de suspense. Contudo, aparentemente as ruas parecem bem seguras.

Bons restaurantes, hotéis acolhedores, povo hospitaleiro, vias limpas e organizadas, um elenco feminino de tirar o fôlego e... A Arena Condá, coração pulsante e combalido dessa tragédia que se abateu sobre todos nós.

A Arena Condá entra naquela categoria de estádio que sempre incomoda rubro-negros. Simples, funcional, bonito, e que sempre nos lembra das gerações e gerações de cartolas que passaram pela Gávea, reféns da “verdade” que todos nós inventamos juntos, a tal “O Maraca é Nosso”, e que não conseguiram providenciar um lugar acolhedor como aquele para que possamos chamar com propriedade de Nosso.

A Chapecoense, não bastasse a mítica ascensão NO CAMPO em sua trajetória entre as séries D, C, B e A, ainda fez o favor de colocar esse aprazível estádio no mapa do cenário principal do futebol brasileiro. Ainda bem que não tive a experiência do “é muito difícil jogar contra eles lá na Arena”, já que o Flamengo costuma obter êxito em suas passagens pelo local. Mas quem acompanha futebol sabe que tal dificuldade é verdade e já virou até chavão. Que torcedor ao olhar a tabela nunca proferiu em tom preocupado um “o jogo é contra a Chapecoense... Lá”?

E se quer saber... Vai ficar pior jogar Lá. Uma perda irreparável que, como tantas outras dessa história confusa da humanidade sobre a Terra, vai dar combustível para tornar a Cidade-Time-Cidade ainda mais forte. Vai dar a volta por cima contando com o apoio de todos nós. Torcedores, Dirigentes, Clubes, Atletas e tudo mais que constrói o Planeta Bola.

Muitas iniciativas no campo prático já começam a ser especuladas aqui e ali. O belo exemplo do Atlético Nacional, antes rival e agora parceiro da Chape no que seria a Final da Sul-Americana, talvez seja a maior delas.

Ano que vem vai ter elenco, vai ter algum tipo de medida da CBF blindando contra um possível rebaixamento (e aposto todas as fichas que isso nem será utilizado na prática), vai ter verba vindo de todos que puderem colaborar de alguma forma, vai ter adesão de torcedores de outros times ao plano ST deles, vai ter Libertadores pra ajudar na receita e... Principalmente... Vai ter Chapecó.

O destino pode ter sido cruel. Mas o tal Destino acabou de comprar uma briga não só com uma Instituição. Vamos todos tratar de colocar as coisas nos eixos. Não dessa vez, Destino. Aqui tem um Time, uma Cidade, um Estado, um País, um Planeta Bola inteiro para reverter a besteira que você fez.

PETISCOS

. DOR IRREPARÁVEL. Escolhi falar só da Cidade e da Instituição por motivos óbvios. O que dizer sobre todas essas famílias, não só de Chapecó, e de suas perdas? Eu, sinceramente, não sei.

. LEGADO DA CHAPE. Não lembro bem quem (acho que o Noriega), foi muito feliz em um comentário. Bem que os clubes, os dirigentes, as torcidas e todos nós do Futebol, poderíamos perceber que a onda atual de “Estamos todos juntos” deveria perdurar e se estender para o dia-a-dia do Planeta Bola. Todos saem ganhando. Vamos observar.

Cola nas redes, Urubu.
Facebook e Instagram: Mercio Querido
Twitter: @sorinmercio

#SomosTodosChape #SomosTodosChape #SomosTodosChape

Não dessa vez, Destino. Aqui tem um Time, uma Cidade, um Estado, um País, um Planeta Bola inteiro para reverter a besteira que você fez.

Marcadores:

Postar um comentário

[facebook]

MKRdezign

{facebook#https://www.facebook.com/oficialsouflamengo} {twitter#https://www.twitter.com/SiteFlaHoje} {google-plus#https://plus.google.com/u/0/+FlamengoHoje} {youtube#https://www.youtube.com/create_channel}

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget