Nilton admite sondagem e interesse em jogar no Flamengo.

Nilton atualmente defende o Vissel Kobe - Foto Masashi Hara / Getty Images
FOX SPORTS: Ele já jogou em um grande clube em quatro estados brasileiros, ganhando título em todos eles. Três Campeonatos Brasileiros da Série A e dois da Série B, uma Copa do Brasil e dois estaduais. O currículo do volante Nilton, ex-Corinthians, Vasco, Cruzeiro e Internacional é invejável. E, desde de julho deste ano, ele vive o sonho de atuar fora do país.

“Tive que me adaptar rapidamente e consegui. Não foi fácil, mas fiz uma excelente temporada aqui pelo Vissel Kobe”, disse o jogador, que é comandando pelo técnico brasileiro Nelsinho Baptista.

Se dentro de campo a vida não poderia estar melhor, fora dele Nilton ainda tem tido alguns problemas.

“Todo dia tem uma situação curiosa”, afirmou o volante, que contou ao FOXSports.com.br histórias sobre sono, alimentação, trânsito, idioma e relação com os jogadores locais.

Negociado pelo Inter para o futebol japonês, Nilton chegou a disputar duas partidas no atual Brasileirão. De longe, o volante torce pelos ex-companheiros que lutam contra o rebaixamento.

“Ficou muito difícil, mas torço para passarem por cima desse momento”, disse o ex-colorado, que também falou sobre o momento do Vasco e uma possível transferência para o grande rival do cruzmaltino, o Flamengo:

"O futebol dá muitas reviravoltas e estamos tratando do Flamengo, um clube com uma expressão muito grande. Mas estou muito feliz no Vissel Kobe".

Como foi esse seu primeiro ano atuando fora no Brasil? Conseguiu se adaptar bem dentro de campo?

Cheguei no meio do ano, então tive que me adaptar rapidamente. Cheguei em um período de calor forte, acho que isso foi uma das coisas mais difíceis para mim. Além disso, também teve a comida, cheguei a perder quatro quilos por causa da alimentação. Aos poucos fui me encaixando, achei restaurantes de massas e carnes, além de ter uma comissão técnica brasileira que me ajudou. E o professor Nelsinho (Baptista, técnico do Vissel Kobe) me auxiliou também na parte técnica, tática, na minha função no time. Mas não foi fácil, teve treino que eu quase cheguei a desmaiar por causa da intensidade e do sol. Aqui o futebol japonês é muita correria, você não tem aquele momento de pausa, para respirar, até porque aqui eles acabam encurtando rapidamente o seu espaço então você tem que acelerar o raciocínio, pensar na jogada antes da bola chegar porque senão eles roubam a bola. Tive que me adaptar rapidamente e consegui. Não foi fácil, mas fiz uma excelente temporada aqui pelo Vissel Kobe.

E fora de campo, você passou por alguma situação curiosa? No vestiário, com alimentação ou comunicação?

Todo dia tem uma situação curiosa. A primeira coisa aqui foi o fuso horário, foi uma loucura. Enquanto é dia no Brasil, aqui é noite, então tive um problema sério para dormir. Quando era três da tarde aqui, que seria três da manhã aí, eu estava morrendo de sono e dormia até sete, oito horas da noite. Aí na hora que eu acordava já não tinha mais sono, então saía andando pela cidade de madrugada para o sono voltar. Foi uma coisa que eu até acabei gostando, conheci muitos lugares andando porque a segurança aqui no Japão é fora do normal, você pode andar sem problemas em qualquer horário. E também tive problemas dirigindo, já que aqui você anda pela faixa contrária, que nem na Inglaterra. Quebrei a cabeça com isso, algumas vezes entrei pelo lado direito na contramão, levava buzinada. Dentro do vestiário também, os jogadores tentam falar português e querem que eu fale japonês. Tento uma coisa ou outra, até sai, mas não consigo me comunicar, só dar bom dia, boa tarde ou pedir alguma coisa.

Aqui no Brasil você defendeu um time grande em quatro estados diferentes, tendo conquistado títulos e se identificado com todos. Você acha que isso pode fechar portas futuras em equipes rivais?

Tive a oportunidade de jogar só em times grandes, isso foi uma coisa que agradeço muito. Passei por Corinthians, Vasco, Cruzeiro e, por último, Internacional. Tive a oportunidade de jogar clássicos que eu só via na televisão e também pude jogar no antigo Maracanã, que era um sonho meu. Consegui deixar uma boa impressão e portas abertas para uma possível volta no futuro para o Brasil. Quem sabe, não falo nunca para o amanhã.

E sobre uma eventual volta, você pensa? Seu nome já foi especulado no Flamengo para a Copa Libertadores 2017, houve algum contato?

No momento eu estou muito feliz no Japão, muito feliz pelo meu desempenho. Claro que aqui no Japão chegaram as especulações sobre o Flamengo, mas é um sonho que estou realizando jogar fora do país. Só estou há seis meses no clube e já me adaptei com o estilo de jogo aqui. É claro que eu nunca digo nunca, o futebol dá muitas reviravoltas e estamos tratando do Flamengo, um clube com uma expressão muito grande. Mas, a princípio, o meu agente não me passou nada e só tenho que agradecer por ser lembrado no Brasil. Claro que tenho vontade de voltar futuramente, tenho 29 anos e quem sabe mais para frente. Mas estou muito feliz no Vissel Kobe, tenho mais dois anos de contrato ainda e espero cumprir.

Um balanço do Brasileirão: o Palmeiras já levou? E o Inter, por que a equipe está passando por esse ano complicado? E vai cair?

O Campeonato Brasileiro é sempre muito equilibrado, difícil e longo. Tive a oportunidade de disputar esse ano duas partidas com o Internacional e, quando eu estava lá, estávamos em primeiro. Claro que fico triste com a situação, por tudo que está acontecendo. Pela forma como tudo se encaminhou, pela sequência sem vitória, tudo isso causou um desgaste, um mal-estar dentro do grupo. A situação se agravou ainda mais agora, ter que depender de resultado para não cair para a Série B. Ninguém quer ficar manchado na história. Ficou muito difícil, mas torço pelos meus companheiros passarem por cima desse momento. E o Palmeiras é o time mais regular do Brasileirão Para mim, o Palmeiras já levou sim. Foi um grande trabalho do Cuca, já joguei contra e ele mostrou ser muito capacitado. Depois de bater algumas vezes na trave ele tem a oportunidade de concretizar um trabalho muito bonito. Título mais do que merecido.

Para terminar, você foi vice-campeão brasileiro no Vasco com um time que tinha salários atrasados. O que você acha dessa equipe atual que está suando para conseguir o acesso para a Série A mesmo com uma situação financeira mais tranquila?

Tive a oportunidade de ser vice-campeão brasileiro com o Vasco, perdemos por um ponto para o Corinthians na última partida. Já tínhamos conquistado a Copa do Brasil com salários atrasados, sabíamos da dificuldade financeira que o Vasco estava passando. Mas nos unimos, fechamos o grupo e tínhamos que ser profissionais, honrar a camisa que estávamos vestindo. E a Série B é sempre difícil, tive oportunidade de jogar. Eles não estão tendo a folga que tiveram antes, chegaram a liderar o campeonato, mas deixaram o título escapar. Mas só de ter a oportunidade de voltar com o Vasco para a primeira divisão é algo importante pela grandeza do clube, pelo o que ele representa não só no futebol brasileiro, mas mundial. Torço muito para eles subirem para os torcedores poderem respirar tranquilamente jogando na Série A ano que vem.


O futebol dá muitas reviravoltas e estamos tratando do Flamengo, um clube com uma expressão muito grande. Mas estou muito feliz no Vissel Kobe

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