Mais que desânimo, o que bateu foi vergonha.

Foto: Cris Dissat / Fim de Jogo
ESPN FC: Por Marcos Almeida

Mais um jogo no Maracanã, mais um empate. Mais um confronto ante um dos chamados “grandes” que não conseguimos vencer. Nossa bola não entrou, a deles mais ainda, e o 0x0 só satisfez o lado que não interessa da história.

Tivemos mais chances; eles, as melhores. Rodrigo Pimpão foi brindado com duas oportunidades de ouro. Derrubou as taças. Guerrero não alcançou o cruzamento de Fernandinho, Marcelo Cirino alcançou até demais o lançamento de Emerson Sheik. Excessos para muito e para pouco, nada na medida. A falta de Diego foi o que mais chegou perto do ideal, faltou balançar a rede pelo lado certo. Ele não merecia; o resto do time, sim.

“Acho que foi não só superioridade do Flamengo, mas muitas vezes um massacre”, falou Diego, instantes após o término da partida.

Sabemos que não foi assim, mas dá para entender o craque. Diego se desdobra, está em todos os cantos do campo, volta para marcar, levanta a cabeça, pede bola, abre buracos na defesa. Só Diego. O que exagerou no discurso parece ser o único a acreditar nas palavras sustentadas pelos companheiros. A postura do Flamengo diante do Botafogo não foi a de um time que almeja ser campeão.

A 5 partidas do fim, jogamos como se estivéssemos na 11ª colocação, na 9ª rodada do campeonato. Não se afobar é válido, a sanidade pode ser essencial no momento de definir um lance. Mas há horas em que alguém tem de se desesperar. Reta final do Brasileiro, 4° jogo seguido sem vitória, novo tropeço no Maracanã, o líder podendo abrir 7 pontos... E ninguém grita, ninguém esbraveja, ninguém corre por 2, ninguém dá de louco, ninguém faz cara de “se não for agora, fodeu”.

Mais que desânimo, o que bateu - ao soar do apito final - foi vergonha. Vergonha de um time que não luta, não se entrega ao máximo. Um time satisfeito com o que já tem. É inegável que o Flamengo compôs uma forte trajetória de recuperação no Brasileiro. Mas se ater a isso é pequeno, há de se olhar para frente!

Sem saber como tirar o time do marasmo, Zé Ricardo fez questão de – a todo momento da coletiva – enaltecer o grupo. Não se elogia ou glorifica uma equipe que, na reta final da disputa por um título, faz 3 pontos em 4 jogos. Ainda mais se esse conjunto defender as cores do Flamengo.

Flamengo é o clube do “deixou chegar”. Justamente nessa fase da disputa é que engrenamos, arrancamos e vencemos. 7 anos depois, nos deixaram chegar de novo. Não estamos chegando a lugar algum. Verdade que dessa vez foi usado um novo mantra.

E o cheirinho de hepta já tá mais pra de epitáfio.

A postura do Flamengo diante do Botafogo não foi a de um time que almeja ser campeão.

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