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Pênalti não marcado para o Flamengo contra o Botafogo - Foto: Reprodução
UOL ESPORTE VÊ TV: Analista de arbitragem da transmissão da Rede Globo na semifinal da Copa do Brasil entre Flamengo e Botafogo, nesta quarta-feira (23), Paulo César de Oliveira considerou que o árbitro Wilton Pereira Sampaio (Goiás/FIFA) deixou de marcar pênalti claro para o Flamengo em toque intencional de mão do zagueiro botafoguense Marcelo, após tentativa de chute de Guerrero.

“Teria que ter sido marcado pênalti, porque olha só como está o braço do Marcelo, totalmente afastado do corpo, na ação de bloqueio e o árbitro não observou. Foi pênalti”, analisou o ex-árbitro.

A não marcação da penalidade acabou não fazendo falta ao Flamengo. O time rubro-negro venceu por 1 a 0, com gol de Diego, e se garantiu na final da Copa do Brasil.

Diego agradecendo a Deus por mais um gol pelo Flamengo - Foto: Cris Dissat / Fim de Jogo
ESPN: O Flamengo conquistou a vaga para a final da Copa do Brasil ao vencer por 1 a 0 o Botafogo, nesta quarta-feira, no Maracanã. O gol da vitória rubro-negra foi marcado no segundo tempo pelo meia Diego, que exaltou a classificação.

Com linda jogada de Berrío e gol de Diego, Flamengo vence Botafogo e vai à final da Copa do Brasil

“O Flamengo precisava deste gol. No ano passado, tive a chance de marcar, mas não consegui. Hoje, tive algumas chances, mas segui tentando e ainda bem que deu tudo certo”, disse.

Diego marcou o gol graças a um passe açucarado de Berrío, que fez linda jogada pela linha de fundo. O lance foi o último do colombiano, que saiu de campo em seguida para a entrada do novato Vinícius Júnior.

“Essas coisas são fruto do nosso trabalho. Temos que tentar sempre a jogada para o gol, e fomos felizes”, celebrou Diego.

O Flamengo terá pela frente o Cruzeiro na final da Copa do Brasil. Agora, os rubro-negros voltarão a se concentrar no Campeonato Brasileiro – enfrentarão o Atlético-PR na Ilha do Urubu, no domingo.

Diego comemorando gol pelo Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
ESPN FC: Por João Luis Jr.

Nunca tanta gente quis que um jogo fosse para os pênaltis. O time do Botafogo, que, confiante no ótimo histórico de penalidades do goleiro Gatito, gastava o tempo, fazia passar o jogo, valorizava cada pausa e possibilidade de gastar segundos, chegando a extremos como fazer cera na metade do primeiro tempo e aparentemente orientar seu médico a atender qualquer lesão como se ele mesmo estivesse lesionado. O árbitro, que costumava apitar partidas de xadrez e considerava falta qualquer mínimo momento de contato físico, parando o jogo sempre que a bola se aproximava de uma das grandes áreas. Os torcedores de todos os outros times do Brasil, já que pênalti, assim como briga de casal, é horrível quando estamos participando mas um excelente entretenimento quando visto de fora.

Mas o Flamengo não queria pênaltis. O Flamengo queria vencer. E isso ficou claro desde o primeiro minuto. O time apresentava um futebol bonito, criava grandes jogadas, encantava o torcedor? Não, por uma gama de razões que vão desde o trabalho ainda incipiente de Rueda com a equipe até a incapacidade de praticar futebol com um juiz que aparentemente odeia jogadas de gol tanto quanto o Coração Gelado dos Ursinhos carinhosos odeia a felicidade e a alegria. Mas ainda assim o Flamengo estava lá. Dominando as ações, buscando o jogo, tentando criar oportunidades.

Então foi num misto de vontade e habilidade, que são basicamente os dois elementos que descrevem a alma do Flamengo, que a vitória veio. Vontade porque o time nunca desistiu, mesmo diante de um Botafogo muito bem montado na defesa, mesmo diante de um árbitro que ignorou faltas, pênaltis e quase levou Guerrero a expulsar a si mesmo de tanta raiva. E habilidade porque Berrío, o atacante que já havia sido considerado por alguns um “Cirino colombiano”, mostrou que faz coisas que Cirino não seria capaz de fazer nem mesmo no videogame, ao aplicar em Victor Luis aquilo que Clarice Lispector descreveria com a frase “Drible é pouco, aquilo que Berrío fez ainda não tem nome”.

E foi com esse drible, seguido da conclusão de Diego e do corta-luz de Guerrero, que o Flamengo garantiu seu gol, sua vitória, sua classificação para a final da Copa do Brasil. Uma vitória construída em cima da habilidade do colombiano, da disposição de Diego, que, mesmo atuando bem abaixo da média, jamais desistiu de buscar o jogo, e da coragem do peruano, que voltava de lesão e atuou durante os 90 minutos com a mesma garra e vontade de sempre.

Nos espera agora na final o Cruzeiro, vencedor do duelo contra o Grêmio, no que deve ser uma duríssima disputa pelo título. Mas antes, é claro, ainda temos outros desafios. Atlético-PR, pelo Campeonato Brasileiro, em que provavelmente não brigamos mais pelo título mas o G4 ainda é obrigação, Chapecoense, pela Sulamericana, quando teremos a chance de tirar o gosto amargo de competição internacional que a eliminação da Libertadores deixou na boca dos rubro-negros, e, sim, você não está alucinando, o Paraná, pela Primeira Liga. Porque sim, a Primeira Liga ainda existe e a Primeira Liga ainda está acontecendo. E bem, se nós estamos nela, nós temos que ganhar. Com habilidade, disposição, coragem e vontade de vencer. Porque isso é o Flamengo e a noite de ontem nos fez lembrar disso muito bem.

Reinaldo Rueda, treinador do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
GILMAR FERREIRA: Flamengo e Botafogo fizeram confrontos de baixo nível técnico no Nílton Santos e no Maracanã.

E a merecida vitória nos play-offs que valiam vaga na final da Copa do Brasil foi do time que foi sempre mais equilibrado nos 180 minutos.

O Flamengo teve mais posse de bola nos dois jogos, finalizou mais ao gol (20 a 10) e foi mais determinado a seguir adiante.

E por que foi assim?

Simplesmente porque que o elenco do Flamengo oferece mais e melhores opções para seu treinador, tendo nesta competição um time bem rodado.

A rigor é o time que conquistou o Estadual e foi eliminado na primeira fase da Libertadores, mas entrosado e com Rueda à frente.

O novo técnico trouxe maturidade tática, tirando do time a obrigação do "Vai pra cima dele, Mengô!", e injetando inteligência emocional.

O sistema de Rueda segura laterais e volantes, mas não os impede de atacar, apenas obrigando-os a pensar um pouco mais o jogo.

Em tese, a missão de construir as jogadas é dos dois meias e a finalização fica a cargo dos dois atacantes _ quatro jogadores talentosos e intensos!

Estamos falando de Diego, Éverton, Berrío e Guerrero _ os outros são o apoio, e neste ponto estamos falando, sobretudo, de Arão, Pará e Rodinei.

A jogada do gol que decidiu o duelo mostra Rodinei no apoio a Berrío, que ousa no jogo individual e depois percebe a aproximação de Diego...

Se Reinaldo Rueda conseguir fazer do Flamengo um time mais racional, daqueles que sabe equilibrar ofensividade e controle de jogo, vai triunfar.

Exatamente como vem triunfando Jair Ventura no comando do Botafogo, embora não tenha conquistado um título sequer.

Desta vez, o sistema de jogo do técnico alvinegro não funcionou como se esperava, muito em função da carência de peças ofensivas.

No quarto enfrentamento entre ambos em 2017, Rueda pela primeira vez ficou com a vitória, sem que isso seja um demérito para o jovem Jair.

Sem Camilo e Sassá, negociados;

Sem Pimpão, suspenso;

E sem poder utilizar Marcos Vinícius e Leo Valencia, a força ofensiva do Botafogo é limitada e relativa.

Depende dos espaços que os adversários dão a seus laterais e da liberdade que seus meias e volantes recebem para as infiltrações.

Hoje, mais do que nunca, o Botafogo sentiu a falta de um jogador que pudesse personalizar o jogo, chamando para si a missão de resolvê-lo!

Bola pra frente...

Vejamos agora como serão as duas finais entre Flamengo e Cruzeiro, que eliminou o Grêmio, na disputa de pênaltis (0 a 1 e 1 a 0).

Um confronto entre perfis que se espelham...

Juan homenageado pelo Presidente do Flamengo - Foto: GIlvan de Souza
PRIMEIRO PENTA: Dani Souto

Juan completou 300 jogos com o Manto Sagrado. E nos presenteou com uma atuação antológica. Assim como tinha sido no primeiro jogo da semifinal, Juan foi soberano na zaga. Nos últimos momentos do segundo jogo, dominou a área e o Botafogo não levou perigo ao gol do Flamengo.

Sei bem o peso dos 38 anos. Sei bem que vem jogos dificeis pela frente. Sei bem o que o Juan já jogou com o Manto. Ele ainda deve jogar umas partidinhas antes de pendurar as chuteiras.

Chuteiras que devem ser lustradas e penduradas, assim como o Manto com o número 300 que ele ganhou do clube. Craque, sabe muito de futebol.

Diego comemorando classificação do Flamengo - Foto: Divulgação
KLEBER LEITE: Que maravilha!!! Conforme esperava, ou melhor, tinha quase que certeza absoluta, estamos na final.

Ontem, coloquei aqui que os dois times jogariam desfalcados, e que isto poderia ser um fator decisivo para o Flamengo, que tem um elenco, sem discussão, bem superior.

Para melhorar, Guerrero e Berrío foram confirmados. Se já estava bom, ficou melhor.

Não gostei da opção de Pará na lateral esquerda. Jogou torto e foi peça nula. Engraçado que, de repente, Trauco virou um perna de pau.

Ainda no “não gostei”, demorou muito o nosso treinador para fazer uma alteração óbvia, que era colocar Vinícius Júnior no lugar de Pará. Claro que, puxando Éverton para a lateral, e Vinicius Júnior, no ataque, pela esquerda.

No momento em que, imagino, Rueda ia fazer isso, saiu o gol do Flamengo e, no lance a contusão de Berrío, que fez a jogada do gol e saiu.

Não sei se vocês notaram, mas o número 4 do Botafogo, o lateral direito, jogou o tempo inteiro mancando. Ali era o “mapa da mina”…

Resumo da ópera: deu o que tinha que ser. O Botafogo, sem duvida, é um time organizado, mas até provem em contrário e, respeitando todos os “professores” de futebol, quem ganha jogo é jogador. E, os nossos são melhores. O Botafogo, com o elenco que tem, foi longe demais.

Parabéns à nossa moçada. O time foi determinado. Valente…

Lindo o Maraca. Agora, como explicar tantos lugares vazios? Ridículo…

Para se chegar ao Maraca, um caos. Incompetência, geral.

Agora, sem Guerrero no primeiro jogo contra o Cruzeiro. Tomara que para nós seja sorteio e azareio para o Cruzeiro. O último jogo, o decisivo, no Maraca, seria a glória.

Que noite linda!!!!

MEEEEEEEENGOOOOOOOOOOOO!!!!


COLUNA DO FLAMENGO: Após o apito final, o técnico do Botafogo Jair Ventura, Antonio Lopes, os jogadores e até a diretoria do Botafogo se irritaram com provocação por parte dos Rubro-Negros.

Em um vídeo publicado no Twitter do canal Esporte Interativo, o técnico Jair Ventura junto com demais membros da comissão técnica e jogadores, aparecem partindo pra cima de Rubro-Negros xingando e quase chegando as vias de fato.

A confusão não aumentou, pois seguranças que estavam no local amenizaram o problema. Leandrinho também ficou indignado e foi contido.

- Tem que saber perder e vencer. Eu fui cumprimentar o Rueda, o Arão, o Everton, que foram meus jogadores... Aí você volta para o vestiário em uma área restrita e é agredido verbalmente por um torcedor. Foi isso que aconteceu. mas faz parte do futebol. Só um ganha. Fiquei triste só pela ofensa. O resto é muito mérito do Flamengo.

Em maio, logo após o Flamengo ser eliminado da Libertadores, Camilo e Pimpão provocaram o Fla: “Vão assistir do sofá” e no mesmo mês, no aeroporto internacional do Rio de Janeiro, o vice de estádios do Botafogo, Anderson Simões, provocou junto com torcedores, a delegação Rubro-Negra com gritos de “cheirinho, gostoso” (relembre aqui).

Foto: Screenshot / Twitter
COLUNA DO FLAMENGO: Um dia antes do primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil entre Flamengo e Botafogo, o jornalista Fábio Sormani, do canal Fox Sports, no Programa Fox Sports Rádio, disse que o Botafogo era favorito e pelo que vinha jogando, já estava na final (assista aqui).

– Eu acho que o Botafogo é favorito para o jogo de amanhã e é favorito para o duelo. Pelo que os times vêm jogando, pelo o que eles têm de estrutura tática, disposição, bola no momento pra mim o Botafogo já está na final.

A opinião foi dada no dia 15 de agosto e postada pelo perfil oficial da Fox Sports. O Flamengo respondeu hoje logo após a vitória por 1×0 sobre o Botafogo que sacramentou a classificação para a final da Copa do Brasil: “Ué“, respondeu o Flamengo seguido de um emoji pensativo na postagem do canal.

Diego Alves esteve no Maracanã torcendo pelo Flamengo - Foto: Raphael Zarko‏Conta verificada
COLUNA DO FLAMENGO: Em instantes começa Flamengo e Botafogo pelo segundo jogo da semifinal da Copa do Brasil no Maracanã. Além do grande público no estádio, uma presença ilustre vai prestigiar partida no Maracanã, o atacante Diego Costa.

Perguntado pelo jornalista do GloboEsporte.com, Raphael Zarko se tinha alguma torcida em especial, o atacante respondeu: “Flamengo, né“.

Torcedores já torcem por um desfecho do atacante com o Flamengo que andou especulado fora do Chelsea recentemente.

Guerrero com troféu "Craque do Jogo" pelo Flamengo - Foto: Staff Images
COLUNA DO FLAMENGO: O Flamengo entrou em campo contra o Botafogo, pelo jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil, e saiu vencedor por 1×0 com gol de Diego, após bela jogada de Berrío.

O peruano Paolo Guerrero, que era dúvida pra partida, provou muita garra e superação ao se recuperar a tempo do duelo e foi eleito o melhor jogador da partida.

Na final, o Flamengo enfrenta o Cruzeiro, que superou o Grêmio nos pênaltis após vencer o jogo por 1×0 no tempo normal, mesmo placar do jogo de ida.

Os duelos finais serão nos dias 07/09 e 27/09. O sorteio de mando de campo será nesta quinta (24), às 15 horas!

Berrio driblando em Flamengo x Botafogo - Foto: Buda Mendes/Getty Images
ANDRÉ ROCHA: O roteiro do jogo no Maracanã com 90% de rubro-negros sinalizava a decisão por pênaltis.

Porque a tensão, o Botafogo negando espaços e sem Rodrigo Pimpão como válvula de escape e o Flamengo mais uma vez com dificuldade para criar espaços, além da arbitragem do goiano Wilton Sampaio parando demais o jogo com faltas (37 no total) facilitavam o trabalho dos sistemas defensivos.

No primeiro tempo, a rigor, foram duas chances. Uma cristalina, de Guilherme completando centro da direita de Roger após falha de Rodinei, que ficou olhando para a bola e deixou o atacante completamente livre. Outra de Guerrero, em virada que fez Gatito Fernández trabalhar.

45 minutos de 54% de posse da equipe de Reinaldo Rueda, armada num 4-2-3-1, e cinco a quatro nas finalizações – duas do Fla contra nenhuma dos alvinegros.

Segunda etapa de mais eletricidade e equilíbrio nas ações. O Bota repetia o 4-3-1-2 variando para as duas linhas de quatro e sofria atrás sem Joel Carli. Marcelo Conceição, o substituto, cometeu pênalti, segundo as novas orientações da FIFA, em virada de Guerrero, de volta ao time no sacrífico e de novo sendo o pivô fundamental.

Cuéllar podia ter sido expulso por entrada duríssima em Matheus Fernandes, mas menos dura que a de Pimpão em Berrío na ida no Nílton Santos. O colombiano, porém, foi novamente preciso em desarmes, antecipações e passes. O melhor nos 180 minutos.

Quando o Cruzeiro marcou com Hudson no Mineirão o cheiro de penalidades definindo os finalistas da Copa do Brasil ficou mais forte. Porque as partidas decisivas novamente careciam de cuidado com a parte técnica. Futebol. A insanidade de tratar qualquer partida eliminatória como ''jogo pra ganhar'' e não jogar. Muita disputa física, pouco risco.

Até que o improvável aconteceu. Berrío, apesar da fibra, do vigor físico e da velocidade habituais, novamente vinha errando em algumas tomadas de decisão e sem conseguir vitórias pessoais sobre Victor Luis. Talvez por isso tenha surpreendido o lateral do oponente com um drible espetacular, de Neymar, na linha de fundo. Clareou tudo.

Principalmente o passe para Diego. O heroi que novamente não teve boa atuação na parte técnica. Errando ao tentar dominar e girar contra uma marcação muito estreita, sem respiro na pressão. Mas de novo a entrega foi absoluta e, quando pisou na área adversária e recebeu com liberdade, o toque foi de primeira e cirúrgico.

Gol único de uma vitória que só não foi mais ampla porque Vinicius Júnior, substituto de Berrío, demorou a finalizar à frente de Gatito num contragolpe mortal. Desta vez sobraram concentração e espírito de decisão ao Fla. Rafael Vaz substituiu o lesionado Réver e jogou simples, sem preciosismo, ao lado de um Juan preciso.

O Botafogo de Jair Ventura finalizou apenas uma vez no alvo em 180 minutos. Apostou tudo no erro do rival que não foi aproveitado no primeiro tempo por Guilherme. A punição veio na jogada diferente, que desmonta a defesa. De Berrío e Diego, investimentos do clube com finanças saneadas.

O Flamengo se impôs com 57% de posse e nove finalizações. Rateou na Libertadores e sonhava estar na condição do Botafogo no torneio continental. Mas vai à sua sétima final de Copa do Brasil para buscar o quarto título e igualar o Cruzeiro, o adversário definido nas cobranças de pênalti no Mineirão.

Decisão sem favoritos. Que seja mais jogada que brigada e o talento prevaleça, como na noite de clássico carioca no Maracanã.

Diego, do Flamengo, dando "voadora em bandeirinha de escanteio - Foto: Gilvan de Souza
MAURO BETING: ESCREVE GUSTAVO ROMAN

No segundo ato do duelo entre o coletivo versus o individualismo, ganhou a maior qualidade técnica do Flamengo. As equipes entraram em campo espelhadas no 4-4-2. Do lado do Rubro-Negro, Cuellar e Arão por dentro. Berrío na direita. Everton na esquerda. Diego tendo total liberdade para encostar em Guerrero. E Pará improvisado na lateral esquerda. Já o Alvinegro veio com Rodrigo Lindoso e Matheus Fernandes centralizados. Bruno Silva e Guilherme nas extremas. João Paulo livre e Roger na referência.

O primeiro tempo começou prometendo mais futebol do que havia se jogado no Nilton Santos. Logo aos dois minutos, Roger centrou e Guilherme, livre, testou para fora. A resposta do Fla veio aos 13. Luís Ricardo falhou. Guerrero ajeitou o corpo e bateu rasteiro. Gatito fez ótima defesa.

Depois, infelizmente, a partida voltou a cair. Muitas faltas (marcadas e não marcadas pelo árbitro). A pelota pouco rolava. Muitas bolas longas. E sempre a defesa levando vantagem sobre os ataques. O panorama era o mesmo da semana passada. O time de Rueda com mais posse de bola e finalizações. O Bota esperando e buscando um contra-ataque que não chegava.

Na etapa final, o jogo seguiu sem andar. Mas ganhou em emoção. O Flamengo passou a ter ainda mais a posse de bola. Logo aos três minutos, Pará cruzou e Arão cabeceou com perigo. Aos 10, Guerrero tentou uma virada e a bola bateu na mão do zagueiro Marcelo, que estava com os braços abertos. Pênalti não assinalado pelo árbitro.

O clássico ficou morno. A torcida rubro-negra entrou em campo, vestiu a camisa e passou a apoiar e incentivar ainda mais o time. Rueda chamou Vinícius Júnior para entrar. Berrío ia deixar o campo. Porém, aos 25, o colombiano deu um drible desconcertante de letra em Victor Luís. Foi à linha de fundo e rolou para trás. Diego, que vinha apagado mais uma vez, acertou o pé e levou o Maracanã ao delírio. Um a zero. Berrío saiu literalmente nos braços da galera.

Precisando do empate, Jair tentou tornar seu time mais ofensivo. Tirou Matheus Fernandes, Rodrigo Lindoso e Guilherme e pôs Leandrinho, Gílson e Vinícius Tanque. Rueda perdeu Réver, lesionado. Rafael Vaz entrou em seu lugar. O Botafogo teve muitas dificuldades para tentar construir o jogo ofensivo. E o Flamengo se defendeu com inteligência, prendendo a bola sempre que possível no campo de ataque.

No fim, a classificação foi justa. Foram cinco oportunidades do Fla nos dois jogos contra uma apenas do Bota. A técnica individual venceu a força coletiva. Isso fica muito bem exemplificado no lance do gol. Um drible desmontou o sistema defensivo.

Evidentemente, o Flamengo começa a se organizar melhor coletivamente também. Porém, o trabalho de Rueda ainda tem pouco tempo. Será uma decisão extremamente equilibrada. Mas como o torcedor gosta de bradar a quem quiser ouvir: deixou chegar….

Foto: Gilvan de Souza
EXTRA GLOBO: O esforço de Paolo Guerrero para estar no decisivo duelo entre Flamengo e Botafogo valeu a pena. O time venceu o rival por 1 a 0, com gol de Diego, e está na final da Copa do Brasil, onde vai encarar o Cruzeiro pelo título. Após o confronto no Maracanã, o peruano admitiu que não estava 100% e que jogou no sacrifício para ajudar o clube.

– Não estava 100%, mas estava na minha cabeça que ia ajudar meu time – disse o jogador, que foi eleito o craque da galera.

O técnico do Flamengo, Reinaldo Rueda, exaltou a entrega dos jogadores, especialmente Guerrero, que era dúvida até minutos antes do jogo, e atuou por noventa minutos.

- Quero felicitar o departamento médico e todos os fisioterapeutas, que tornaram possível a recuperação de Paolo. E o profissionalismo dele. Queria jogar, queria jogar. Se não pudesse estar teríamos alternativas. Pensei que jogava só um tempo, mas suportou bem. Apesar de vários dias sem treinar - afirmou Rueda.

Flamengo provocando o Botafogo com "Tchau, freguês!" - Foto: Divulgação
EXTRA GLOBO: O Flamengo não apenas venceu o Botafogo por 1 a 0, na semifinal da Copa do Brasil, na noite desta quarta-feira, no Maracanã, como também fez piada com o rival nas redes sociais. Logo após a partida, o Twitter oficial do Rubro-negro publicou uma postagem e chamou o Alvinegro de "freguês".

O Flamengo venceu a partida com um gol do meia Diego, após uma jogada genial do colombiano Berrío, aos 25 minutos do segundo tempo. Berrío fez uma jogada espetacular pela direita, deu um drible de letra em Victor Luis e encontrou o camisa 35 em um cruzamento para trás! A bola entrou no canto direito de Gatito, que não conseguiu defender.

Agora, o Rubro-negro vai disputar o título contra o Cruzeiro, que venceu o Grêmio nas penalidades por 3 a 2, após um placar de 1 a 0 no tempo normal (o mesmo no jogo anterior). A decisão acontecerá nos dias 7 e 27 de setembro, mas os mandos serão decididos em um sorteio nesta quinta-feira, na sede da CBF.

Técnico Jair Ventura cumprimentando Reinaldo Rueda, do Flamengo - Foto: Cris Dissat / Fim de Jogo
LANCE: O Botafogo praticamente não chutou a gol contra o Flamengo, na noite desta quarta-feira. Muito pouco para quem queria ir à final da Copa do Brasil. Assim, o técnico Jair Ventura admite que foi uma partida muito aquém do necessário para a classificação no Maracanã.

- Faltou agredir mais, criar mais. Apesar de só uma finalização ao gol, a chance mais clara foi do Guilherme, que não foi no gol. O Flamengo também não criou muito, além do gol. Mas o Flamengo mereceu, jogou melhor. Teve o poder individual no terço final. Méritos pelo terço final - lamenta.

Jair também comentou a confusão após o fim da partida, no túnel que dá acesso ao gramado. Uma pessoa não identificada provocou o treinador botafoguense, que foi tirar satisfações.

- Sempre falo na situação de saber vencer e perder. Cumprimentei todos. Voltei para área de vestiário e fui agredido verbalmente por um torcedor. Tem que saber perder, mas não preciso ser agredido - justifica.

Guerrero durante Flamengo x Botafogo - Foto: Gilvan de Souza
EXTRA GLOBO: O técnico do Flamengo, Reinaldo Rueda, comemorou a classificação sobre o Botafogo na Copa do Brasil e exaltou a entrega dos jogadores, especialmente Guerrero, que era dúvida até minutos antes do jogo, e atuou por noventa minutos.

- Quero felicitar o departamento médico e todos os fisioterapeutas, que tornaram possível a recuperação de Paolo. E o profissionalismo dele. Queria jogar, queria jogar. Se não pudesse estar teríamos alternativas. Pensei que jogava só um tempo, mas suportou bem. Apesar de vários dias sem treinar - afirmou Rueda.

- O compromisso é seguir melhorando. A semana foi muito intensa. Mas o grupo foi muito profissional. Com grande entrega. Temos que assimilar o resultado. Saber que não ganhamos nada. Temos um rival que fez um grande torneio e será uma grande final - completou.

Questionado sobre priorizar a Copa do Brasil, já que dois jogos separam o Flamengo do retorno à Copa Libertadores em caso de conquista, Rueda tratou o assunto com a calma necessária.

- Os torneios são importantes. A Copa do Brasil tem a sua história e também passaremos por momentos em outras competições. É uma decisão que avaliamos com calma. As alternativas nos deixam felizes para seguir com tranquilidade, completou.

Por fim, Rueda comentou sobre o conhecimento do elenco do Flamengo.

- A estrutura administrativa do Flamengo, o departamento de inteligência, nos fornece informação precisa e rápida. Pude observar a participação dos jogadores além de Berrio e Cuellar, que conhecia. O clube está se fortalecendo.

Tricampeão da Copa do Brasil (1990, 2006 e 2013), o Flamengo luta pelo tetracampeonato e revê o Cruzeiro, adversário que o derrotou na decisão de 2003.

Reinaldo Rueda, técnico do Flamengo - Foto: Cris Dissat / Fim de Jogo
LANCE: Com apenas quatro jogos à frente do Flamengo, o técnico colombiano Reinaldo Rueda já está na final da Copa do Brasil. O treinador venceu o Botafogo pela primeira vez neste ano, no quarto duelo (dois foram pelo Atlético Nacional), e terá a chance de levantar o primeiro título pelo Rubro-Negro. Muito satisfeito com a vaga na decisão do torneio nacional, o comandante destacou a inteligência do time diante do Alvinegro.

- Foi um clássico de uma instância transcendental, contra um rival muito forte, com jogadores muito maduros. Tivemos que fazer um jogo muito inteligente, foi um jogo de muita inteligência e intensidade. Chegamos ao objetivo que queríamos. Conseguimos o gol num momento oportuno, tenho de parabenizar o Flamengo pelo coração, pela maneira que jogaram - disse o treinador.

Em sua primeira partida pelo Flamengo no Maracanã, Rueda disse ter ficado encantado com a 'atmosfera' criada pela torcida rubro-negra.

- Foi fantástico, extraordinário, único pelo o que significa, que entusiasma a equipe. Isso é um patrimônio muito grande do Flamengo, sua torcida põe mística e coração, é o compromisso que temos - analisou.

Apesar da empolgação da torcida, Rueda mostrou-se contido ao falar sobre a final da Copa do Brasil, contra o Cruzeiro.

- Os jogos contra o Botafogo e o Atlético-GO foram muito intensos, agora é assimilar bem este resultado. Não ganhamos nada, faltam dois jogos difíceis. Será uma grande final - disse.

MKRdezign

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