Flamengo Hoje

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Gabriel Batista, goleiro Sub-20 do Flamengo, em São Januário, Estádio do Vasco - Foto: Gilvan de Souza
EXTRA GLOBO: Parte envolvida no impasse que tem adiado a realização da final do Campeonato Estadual Sub-20, entre Flamengo e Vasco, a polícia militar do Rio passou a responsabilidade pela questão para a Federação de Futebol do Estado do Rio (Ferj). A corporação, que não deu garantias de segurança para o clássico, comunicou que aguarda uma decisão da entidade com relação às datas dos jogos.

Questionada sobre em que condições poderia dar segurança para a realização das partidas, a PM ressaltou que jogos do futebol amador não são contemplados pelo Estatuto do Torcedor para policiamento nas dependências internas dos estádios. 

"Cabe à Polícia Militar patrulhar somente a parte externa dos estádios", afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa.

A final do Estadual Sub-20 não tem previsão para acontecer. A segunda partida deveria ter ocorrido no último sábado. Uma reunião com o objetivo de tentar definir como e quando serão disputados os jogos, está programada para o próximo dia 10.

Flamengo x Botafogo no Maracanã - Foto: Vitor Silva / SSPress
GILMAR FERREIRA: O Botafogo fez 44 jogos este ano, venceu 20 e perdeu 13 _ aproveitamento de 53,78% dos pontos disputados.

O Flamengo jogou 46 partidas, venceu 27 e perdeu cinco _ aproveitamento de 68,8% dos pontos disputados.

Pois os dois jogam pelas quartas-de-final da Copa do Brasil e caso se classifiquem estarão frente-à-frente nas semifinais do torneio, nos dias 16 e 23 de agosto.

Será então a grande oportunidade para checar o quanto os dois clubes estão mesmo preocupados com o conforto de seus torcedores.

Prevalecendo o bom senso, dois jogos para lotar o Maracanã.

Mas, pelo que se percebe ao longe, devemos ter um jogo no Estádio Nílton Santos, outro na Arena do Urubu.

REZEMOS.

Até porque a classificação dos cariocas não está garantida.

O Flamengo, que venceu o Santos no primeiro jogo por 2 a 0, está mais confortável para o confronto desta noite na Vila Belmiro.

Mas o time carioca precisa virar o 1 a 0 que o Atlético-MG fez no jogo de ida, lá em Belo Horizonte, quando ainda era dirigido por Roger Machado.

Hoje, no Nílton Santos, o Botafogo terá pela frente um adversário com o moral baixo e dirigido pelo estreante campeão olímpico, Rogério Micale.

Em condições normais de temperatura e pressão, Zé Ricardo e Jair Ventura cruzarão os bigodes em duas partidas semifinais de mexer com os nervos...

Diego Tardelli, Ricardo Goulart e Ramires - Arte: Fox Sports
FOX SPORTS: Nesta terça-feira (25 de julho), o jornal chinês South China Morning Post divulgou que a Confederação Asiática e a Federação de Futebol da China notificaram 13 clubes da primeira divisão do país por conta de dívidas com os seus jogadores.

De acordo com a publicação, essas equipes têm até três semanas para resolver as suas pendências. Caso não consigam, eles podem ser até excluídos das competições em 2018.

Dez desses 13 times contam com um total de 22 jogadores brasileiros. Confira quem são os atletas, que podem acabar tendo que deixar o futebol asiático:

Alexandre Pato - Tianjin Quanjian
Oscar - Shanghai SIPG
Hulk - Shanghai SIPG
Elkeson - Shangai SIPG
Renato Augusto - Beijing Guoan
Ralf - Beijing Guoan
Marinho - Changchun Yatai
Bruno Meneghel - Changchun Yatai
Hyuri - Chongqing Lifan
Alan Kardec - Chongqing Lifan
Fernandinho - Chongqing Lifan
Aloísio - Hebei China Fortune
Ricardo Goulart - Guangzhou Evergrande
Paulinho - Guangzhou Evergrande
Alan - Guangzhou Evergrande
Muriqui - Guangzhou Evergrande
Júnior Urso - Guangzhou R&F
Renatinho - Guangzhou R&F
Ramires - Jiangsu Suning
Alex Teixeira - Jiangsu Suning
Diego Tardelli - Shandong Luneng
Gil - Shandong Luneng

Diego, do Flamengo, reencontra o Santos - Arte: Globo Esporte
GLOBO ESPORTE: O bom filho à casa torna." O ditado, apesar de popular, não diz exatamente em qual condição o filho volta. Como visita ou para morar novamente? Tanto faz. Nesta quarta-feira, mais um filho retornará para casa, pela primeira vez: o meia Diego.

Revelado nas categorias de base do Santos, o jogador volta à Vila Belmiro para defender o Flamengo nas quartas de final da Copa do Brasil, às 21h45 (de Brasília). Vendido à Europa em 2004, ele nunca pisou como adversário no gramado em que mais brilhou.

Em alta no Flamengo, apesar do pênalti perdido no empate em 2 a 2 com o Palmeiras, epela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, Diego foi poupado no último fim de semana, contra o Coritiba, por causa de desgaste físico. Nesta quarta-feira, será titular.

Diego foi revelado com Robinho em 2002. Em meio a um momento complicado do Santos, sem recursos financeiros, o técnico Emerson Leão decidiu que apostaria nos garotos na base. E deu certo. Tudo começou em um amistoso contra o Corinthians, antes do Campeonato Brasileiro: a nova fornada dos Meninos da Vila deu show e venceu por 3 a 1. Era o início da carreira vitoriosa do meia como jogador profissional.

Aquele ano foi de vitórias para Diego e o Santos. Juntos, conquistaram o título brasileiro sob muita pressão e certa desconfiança, que custava a passar. As faixas das torcidas alvinegras nas arquibancadas, inclusive, viviam viradas de cabeça para baixo, como forma de protesto.

Na Vila Belmiro, o meia se sentia de fato em casa, mas não significa que o clima era sempre bom. Nas quartas de final do Brasileirão, por exemplo, Diego fez o segundo gol santista sobre o São Paulo e correu para a torcida para desabafar. Nada, porém, que diminua a imagem de ídolo que o jogador ganharia mais tarde.

Foi também no estádio alvinegro onde Diego deu seus primeiros passos em uma Libertadores. Em 2003, virou protagonista na campanha que levou o Santos ao vice-campeonato. Fez gol sobre o América de Cali, da Colômbia, e se destacou nas demais partidas, como contra o Nacional, do Uruguai.

Assim como muitos filhos, Diego criou asas e voou. Voou longe, para o Porto, de Portugal. Após 12 anos rodando a Europa, voltou para o Brasil em 2016, mas para uma nova casa: o Flamengo. No Rubro-Negro, chegou com o status de estrela, pela experiência e as boas atuações nas equipes em que atuou no Velho Continente.

O primeiro reencontro com o Santos foi no segundo turno do Campeonato Brasileiro do ano passado. Melhor para Diego. O meia se destacou e fez um dos gols da vitória por 2 a 0, no Maracanã.

Já em 2017, o reencontro com o clube que o revelou para o futebol foi na Ilha do Urubu, justamente a partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Diego criou, procurou o jogo, deu opção para os companheiros... Como o menino que surgiu na Vila Belmiro em 2002. E, mais uma vez, levou a melhor: 2 a 0 para o Flamengo.

Agora, Diego volta para casa em uma situação confortável - não só por conhecer todos os cantos da Vila Belmiro, mas pela vantagem que permite ao Rubro-Negro perder por até um gol de diferença para ir à semifinal. Se o Flamengo fizer um gol, poderá levar até três para seguir na Copa do Brasil.

A missão do meia, mais uma vez, como vem sendo desde quando retornou ao Brasil, será assumir o papel de protagonista. Agora, em um palco no qual tanto se divertiu e encantou. Mas com outra camisa.


GAZETA DO POVO: William Menezes, goleiro do Coritiba, postou na conta do Coxa um relato emocionado de apoio a Ederson, jogador do Flamengo que foi diagnosticado com um tumor nos testículos. O drama do flamenguista foi revelado nesta terça-feira (25).

O atleta alviverde se colocou como ‘prova viva’ de que é possível se reabilitar, pois também viveu o mesmo drama, ao descobrir o câncer, em 2015. Hoje está totalmente recuperado, após duas cirurgias.

“Venho como amigo para compartilhar de um problema na minha vida, quando foi diagnosticado com o mesmo tumor que você. E estou como prova viva que podemos dar a volta por cima”, disse o coxa-branca.

O vídeo teve 1,4 mil compartilhamento e quase cinco mil curtidas.

Guerrero , Luan e Mina em Flamengo x Palmeiras - Foto: Gilvan de Souza
JORGE NICOLA: A defesa menos vazada do Brasileirão é a do Corinthians, mas a mais cara do país é, de longe, a do Palmeiras. Desde o ano passado, o Verdão investiu mais de R$ 40 milhões apenas com a contratação de zagueiros. A título de comparação, vale lembrar que o Flamengo gastou cerca de R$ 43 milhões com todos os seus nove reforços para 2017.

Mina é o mais caro dos defensores comprados pelo Palmeiras: ele chegou ao Allianz Parque por R$ 12 milhões do Santa Fé. Na sequência, aparecem Juninho, que custou R$ 10,2 milhões junto ao Coritiba, e Luan, adquirido por R$ 10 milhões do Vasco.

Com a ajuda da Crefisa, o Palmeiras comprou 50% dos direitos econômicos de Vitor Hugo junto ao América-MG por R$ 6 milhões, no ano passado. Já Antônio Carlos, quinta opção no time de Cuca, está no Palestra Itália por empréstimo de R$ 2 milhões.

Apesar dos altos valores envolvidos, um dos titulares na decisão contra o Barcelona-EQU, no próximo dia 9, deverá ser o veterano Edu Dracena, que custou R$ 450 mil de luvas – ele havia rescindido o contrato com o Corinthians com a expectativa de ser mais usado no Palmeiras. Roger Carvalho também chegou praticamente de graça: R$ 300 mil.

Outra coisa que chama a atenção, além do alto investimento, é o número de zagueiros registrados como atletas profissionais do Palmeiras. Além dos sete defensores citados, o Verdão ainda tem vínculo com Thiago Martins (que se recupera de contusão), Tobio (voltou de empréstimo), Leandro Almeida (comprado por R$ 5 milhões e emprestado ao Figueirense), Nathan (emprestado ao Servette), além de garotos promovidos da base.

A boa noticia ao torcedor alviverde é de que boa parte dos gastos deverá ser recuperada com a venda de Mina. O colombiano tem um acordo para se transferir ao Barcelona por 9 milhões de euros (R$ 33,1 milhões) no ano que vem – o Verdão ficará com 80% do valor. Vitor Hugo também rendeu R$ 13,5 milhões com a transferência para a Fiorentina – a outra metade da transação ficou com terceiros.

QUANTO O VERDÃO GASTOU COM CADA ZAGUEIRO:

Mina: R$ 12 milhões (Santa Fé-COL)
Juninho: R$ 10,2 milhões (Coritiba)
Luan: R$ 10 milhões (Vasco)
Vitor Hugo*: R$ 6 milhões (América-MG)
Antônio Carlos: R$ 2 milhões (empréstimo a Tombense)
Edu Dracena: R$ 450 mil (luvas)
Roger Carvalho: R$ 300 mil (luvas)
Thiago Martins: da base
* foi vendido à Fiorentina e rendeu R$ 13,5 milhões

Wallpaper da Ilha do Urubu, Estádio do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
UOL: Os episódios de violência e selvageria no clássico entre Vasco e Flamengo, no último dia 8, em São Januário, seguem movimentando as autoridades no sentido de dar mais segurança aos estádios de futebol. Após reunião na semana passada com o Ministério Público-RJ e o Tribunal de Justiça-RJ, o Detran-RJ ficou responsável pela elaboração de um projeto que visa implementar um sistema de biometria para a identificação de torcedores em jogos no Rio de Janeiro com base no banco de dados do órgão.

A verificação de torcedores por impressões digitais é, na opinião de especialistas no assunto, a principal arma no combate à violência no futebol. Com a biometria, diz o Ministério Público, a Polícia Militar seria capaz de identificar torcedores com antecedentes na entrada dos estádios, o que poderia evitar cenas como a do último clássico entre Vasco e Flamengo, que terminou com a morte de um torcedor.

Como contou a coluna de De Primeira, o MP tinha decisão favorável à implantação da biometria no Estado e viu a medida cair por força de liminar expedida pela 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça. Os quatro principais clubes do Rio de Janeiro, a CBF e a Ferj pediram a suspensão da instalação do sistema e foram atendidos, o que atrasou o processo.

No último dia 12, depois da barbárie em São Januário, o Ministério Público requereu a reconsideração da decisão, pedindo mais uma vez a implantação da biometria nos estádios. Agora, com a entrada do Detran no cenário, a situação pode ter um outro desfecho. No encontro entre as autoridades, ficou estabelecido um prazo de 30 dias para a entrega do projeto pelo órgão de trânsito. Após a aprovação, ele será levado ao conhecimento dos quatro clubes grandes, mas convencê-los não será uma tarefa fácil.

Num primeiro momento, o quarteto, além da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj), têm ressalvas por acreditarem na dificuldade de uma execução ágil do sistema nos dias de jogos, além de apontarem um alto custo na instalação da tecnologia.

Os órgãos, por sua vez, enxergam que, com a biometria, os clubes serão beneficiados e sofrerão menos sanções oriundas de baderneiros, pois ficará mais fácil a fiscalização e identificação dos torcedores impedidos pela Justiça de frequentarem os estádios.

No Paraná, por exemplo, a medida está avançada e o Atlético-PR já utiliza o sistema em seu estádio, a Arena da Baixada. O clube já tem todos os membros de organizadas cadastrados e agora tem ampliado o sistema para os demais torcedores.

O UOL Esporte entrou em contato com Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco e Ferj e ouviu de cada um suas respectivas opiniões sobre a biometria. A CBF não se posicionou sobre o assunto. Confira abaixo:

BOTAFOGO

“O preço de como isto seria implantado é um ponto. Além disso, como se faria na realização do jogo? Se fosse realmente implantado o torcedor teria que chegar 18h para um jogo das 22h. Isso tudo impossibilita. É algo surreal. Ainda não chegou o pedido de reconsideração do Ministério Público, mas se chegar, faremos a mesma coisa (tentar uma liminar)”.

Domingos Fleury, Vice-presidente jurídico do Botafogo de Futebol e Regatas

FLAMENGO

“Avaliamos que a implementação de um sistema de biometria na Ilha do Urubu é uma medida bastante complexa. Entre as dificuldades, está o fato de ser necessário haver no estádio algum sistema ‘backup’ de acesso de público. O que fazer caso o sistema de biometria sofra uma pane? É preciso pensar nisso”.

Assessoria de imprensa do Clube de Regatas do Flamengo

FLUMINENSE

“A segurança nos estádios é de extrema importância para o Fluminense Football Club. No entanto, o fundo do problema é de segurança pública, o que acarreta que os investimentos das medidas necessárias são do Poder Público. Em especial, os custos da biometria são bem altos e de difícil operacionalização. Mas o Fluminense se disponibiliza a dar qualquer tipo de suporte, desde que seja dentro das condições atuais do clube, visando garantir a maior segurança para o torcedor carioca”.

Assessoria de imprensa do Fluminense Football Club

VASCO

“Todas as medidas que visam o bem do futebol são úteis. Agora, tem que saber se elas podem ser aplicadas. Como se aplica esse sistema? Só nos estádios do Rio ou de todo o Brasil? Eu assisto um jogo fora do Rio, lá eu serei identificado? Na prática, acho muito bom. Quero ver se funciona. Não sou contra a biometria, aliás, não sou contra a nada que venha a beneficiar. Mas tem determinadas medidas que só vêm cada vez mais dificultar que o torcedor venha ao estádio”.

Eurico Miranda, presidente do Club de Regatas Vasco da Gama

FERJ

“A Ferj não se opõe a nenhuma medida que possa contribuir para a solução da violência. Entretanto entende que essas medidas devem ser fundamentadas e originadas, de estudos e debates, em conjunto, entre Clubes, Federação, Confederação, Segurança Pública, Poder Judiciário, Ministério Público e Justiça Desportiva, para que tenham eficácia. Somos a favor de minimizar os problemas, aumentar os mecanismos de prevenção e punir rigorosamente todo aquele que for autor de atos de hostilidade, selvageria e vandalismo.

Repito: não somos contrários à instalação da biometria. Apenas há o entendimento que, de forma isolada, genérica e não criteriosa, além de onerosa trará pouca contribuição. Cremos que a prioridade deveria contemplar o rigoroso controle no cumprimento das decisões proibitivas a que determinados indivíduos frequentem as praças desportivas e fiquem sob a cautela policial, nos horários determinados judicialmente, sob pena de agravamento da sanção no caso de desobediência. Isso, o que se sabe, não está sendo colocado em prática e relegada à menor importância. Defendemos uma força-tarefa para que cada segmento, com sua expertise, forme um conjunto sólido e homogêneo. A FERJ abomina a violência e apoia o real combate, na proporção que se coloca à disposição para debater, estudar e encontrar soluções”.

Rubens Lopes, presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj)


Berrio dando bicicleta em Flamengo x Santos - Foto: Gilvan de Souza
BOTECO DO FLA: Sorin

O Flamengo tem semana decisiva que pode ir do céu (temporário) com classificação na Copa do Brasil contra o Santos e desbancada no líder Corinthians no domingo, ao inferno (também temporário) de um tropeço na Vila e ver a distância no Brasileirão aumentar para preocupantes 15 pontos.

Note que abri mão de “bonitezas” estilísticas, repetindo o termo entre parênteses em parágrafo tão curto, o que poderia ser evitado. Só pra frisar que não, o mundo não vai acabar e os quase 122 anos de história não estão dependentes e irão chegar ao fim após esses dois jogos, e por outro lado também não é verdade que, mesmo se em um ambiente paradisíaco a gente ganhasse os dois jogos por 4 gols de diferença, tanto uma taça quanto a outra seriam entregues na Gávea no dia seguinte. Ainda que todos nós tenhamos pleno conhecimento de que pro clima de euforia e/ou apocalipse baixarem na Nação não precisa de muita coisa.

Para o jogo da noite dessa quarta na Vila Belmiro o Flamengo joga contra algumas coisas. Em primeiro lugar enfrentar o Peixe nos seus domínios já é por si só tarefa a ser encarada com o devido respeito. Em Vasco lugar tem aquele revés causado pela imobilidade tacanha e inexplicável do regulamento, que priva a segunda maior competição nacional de jogadores como Diego Alves, Rhodolfo, Geuvânio e Everton Ribeiro, baseada em... Em nada. Só estupidez e... Ok... Tem certa lógica de raciocínio. Perdemos a última Copa em casa com uma sonora goleada por 7 gols. Manter isso dá trabalho e qualquer atitude de atraso engessado é muito bem recebida se o intuito for providenciar novos futuros vexames.

E agora vem aquele nosso maior medo. Aquilo que faz quase todos os rubro-negros sentirem aquela pontada na espinha e certo frio na barriga. O Flamengo enfrenta um dos nossos maiores rivais: O Flamengo com Vantagem de Gols. Se Tio Zé Ricardo inventar de (mais uma vez) entrar em campo pra segurar o placar através de um maroto 11-0-0, o bagulho facilmente pode ir por água abaixo em um revés histórico. É entrar, jogar futebol (e tem time pra isso) e voltar com a vaga. SE... E somente SE... Lá pelos 35 do segundo tempo o placar for muito favorável, girar a bola e explorar o desespero do adversário.

Do lado de lá... Do lado de lá... O Santos de Levir Culpi atravessa bom momento e já são sete jogos sem perder. No final de semana atropelou o Bahia com direito à mitagem dupla do Bruno Henrique. Além de marcar os três gols da partida, pediu o hino do clube no Fantástico, provavelmente atitude sonora inédita e que deve ser bem recebida, já que a trilha musical do povo que manda um hat trick costuma ser um tormento para os tímpanos de gosto minimamente refinado. Ricardo Oliveira volta ao ataque após período afastado por contusão no tornozelo e pneumonia. Entra na vaga do Kayke, com problemas musculares na coxa esquerda.

Diego reencontra suas origens ao voltar à Vila Belmiro. E a gente fica daqui torcendo para que a nostalgia o inspire para uma grande atuação, o que andou um pouco fora de moda nas últimas duas ou três partidas. Nunca dá pra ter aquele 100% de certeza, mas a formação inicial deve ser Thiago, Vaz (ou será Juan?), Réver, Pará e Trauco, Cuéllar, Márcio Araújo e Diego; Berrío, Everton e Guerrero. Vou escrever em letra menor pro ZR não ver... “Cês” não estão achando estranho o Gabriel não iniciar a sequência 765/7589 de oportunidades como titular?

A bola rola nove e quarenta e assim que a novela acabar.

Bora torcer.

Isso aqui é Flamengo.

Torcedores do Flamengo tirando selfie e mexendo no celular - Foto: Gilvan de Souza
GOAL: Por Fernando Martinho

Saudosismo se confunde com nostalgia, mas não é a mesma coisa. Saudosismo leva a conclusões sobre o presente com argumentos e juízos de valor que separam o certo do errado. “Sempre foi assim”, costumam dizer. Sempre foi desde quando se começou a ser feito, ora.

Selfies, câmeras ligadas na hora do pênalti, cachecóis, cânticos argentinos, paletas, cappuccino. Nada disso existia. No entanto, durante muito tempo, crianças, mulheres, idosos, e "cidadãos de bem” foram excluídos dos estádios. Durante o final dos anos 80, toda a década de 90 e metade dos 2000, estádio de futebol era um lugar sujo, escuro, fedido e violento. Sempre foi assim? Não, antes não era. Torcidas eram mistas, e depois se separaram, por segurança e por interesse próprio. O torcedor tem o direito de se reunir junto aos seus e se manifestar como quiser, com bandeiras, faixas, papel picado, ficar em pé, ou sentado, ou ficar ao lado de um torcedor rival, amigo do trabalho, da rua, enfim.

Assim era o Maracanã. Assim foi. Existia a arquibancada, as cadeiras e a geral. Com a repaginação para os jogos Pan-Americanos de 2007 e o estádio deixou de ter a geral, mas conseguia albergar todo mundo. Pobres, ricos, brancos e negros. O torcedor podia ficar em pé em enormes setores da arquibancada e ter um “conforto" maior em outros setores, podendo inclusive ficar junto de torcedores rivais.

Mas não haviam selfies. Isso não pertencia ao futebol. Afinal não existiam os dispositivos móveis e não por serem objetos externos ao futebol. Hoje, o Maracanã praticamente não difere um setor do outro. Talvez sequer exista Maracanã, vai saber, mas existe a Ilha do Urubu, o Nilton Santos e São Januário. E hoje, as pessoas têm smartphones. O saudosismo leva a uma conclusão míope. Se a pessoa pagou pelo seu ingresso, ela tem direito a usar aquilo que bem entender. Ela pode tirar foto, filmar, gritar no gol que não viu por estar filmando o show da torcida. E também pode ficar quieta o jogo todo, não cantar, e observar cada detalhe tático do time e comemorar contidamente o gol.

Não pode existir uma cartilha. A liberdade é colocada em xeque quando julgam como se deve torcer. Quem quiser tirar selfie, que tire, e se isso afeta na sua vida, procure um especialista, você está com problemas.

Atacante Nixon ainda pertenco ao Flamengo - Foto: Source: Renato Spencer/Getty Images
TRIBUNA DO NORTE: A diretoria abecedista segue trabalhando para reforçar o elenco alvinegro para a sequência do Campeonato Brasileiro da Série B e acertou mais uma contratação nesta terça-feira (25). O presidente do alvinegro, Judas Tadeu, anunciou o acerto com o atacante Nixon, jogador que pertence ao Flamengo e que estava no Red Bull Brasil/SP.

Nixon é formado nas categorias de base do Rubro-negro e vem por empréstimo junto ao clube carioca até o término do Brasileiro. O atacante tem chegada a Natal prevista para o turno da tarde desta quarta-feira (27).

Conheça um pouco mais do novo atacante alvinegro:

Nixon Darlanio Reis Cardoso – Nixon
Posição: Atacante
Nascimento: 20/07/1992 (25 anos)
Naturalidade: Juazeiro (BA)
Altura: 1m76
Peso: 71 kg
Clubes: Flamengo/RJ (2010-2016), América/MG (2016) e Reb Bull Brasil/SP (2017).

Gazeta Press
ESPN: A quarta-feira que define o futuro do Flamengo na Copa do Brasil será de reencontro com o passado para Diego. Contra o Santos, o meia volta à Vila Belmiro depois de 13 anos - nos quais ganhou maturidade, rodou por cinco países diferentes na Europa, mas manteve os mesmos 73 kg de 2004.

O ano em questão marcou a última aparição do astro no estádio que viu seus primeiros momentos de brilho no futebol brasileiro. No dia 20 de junho, ajudou o Santos a vencer o Internacional por 3 a 0 e, dias depois, foi vendido ao Porto por 8 milhões de euros (quase R$ 30 milhões na época).

Em Portugal, o hoje camisa 35 rubro-negro foi campeão mundial ainda em 2004, com 19 anos. Depois, passou por Alemanha, Itália e Espanha, conquistando a Bundesliga, a Liga Europa e um Espanhol. Ganhou muita coisa, sem dúvidas, mas não peso, mantendo a marca dos tempos de Santos.

Desde que surgiu na Vila, em 2002, Diego registra os mesmos 73 kg que ostenta agora no Flamengo. Seu parceiro Robinho, por exemplo, também voltou à Baixada Santista com outra camisa, a do Atlético-MG, em 2016, mas ao contrário do amigo, não com o mesmo físico franzino: foi de 60 kg para 65 kg.

Para não dizer que nada mudou fisicamente no intervalo dos últimos 13 anos para Diego, o meia ganhou dois centímetros desde então, crescendo de 1,73m para 1,75m – Robinho seguiu com 1,72m.

"Metidinho bom de bola"

Com a camisa do Santos, Diego e Robinho encantaram o Brasil em 2002, e o primeiro se tornou naquele ano o mais jovem campeão brasileiro da história, com 17 anos, 9 meses e 13 dias. A pouca idade, porém, o fez conviver com críticas pela falta de maturidade – algo que definitivamente ficou para trás.

"O Zito me dizia que eu não podia perder os jogos dos juvenis do clube aos sábados. Ele sempre falava do camisa 10, um metidinho bom de bola", exemplificou certa vez o técnico Carlos Alberto Parreira, referindo-se a episódio em 2000, quando Diego tinha 15 anos e Zito era dirigente do Santos.

Pela postura, por exemplo, Diego foi um dos que acabou marcado pelo fracasso da seleção brasileira no Pré-Olímpico de 2004, que custou a vaga nos Jogos de Atenas. Já hoje, virou uma das referências do Fla.

“Mudou muita coisa. Hoje estou com 31 anos, passei por cinco países diferentes, clubes diferentes, sou pai de dois filhos, casado. Enfim, bastante coisa. Porém, a essência permanece. Com 31 anos, evolui e ainda tenho muito a evoluir”, disse o meia em sua apresentação no clube rubro-negro em 2016.

Santos x Flamengo na Vila

Diego já disputou um Santos x Flamengo na Vila Belmiro em sua carreira, com a camisa alvinegra, em 23 de agosto de 2003. Venceu por 2 a 1 – em placar que pode até se repetir hoje que a classificação no duelo de volta das quartas de final da Copa do Brasil será rubro-negra, após o triunfo por 2 a 0 na ida.

O que marcou aquele jogo, porém, foi a negativa de duas propostas do Tottenham por Diego durante a semana: US$ 9 milhões e, em seguida, US$ 12 milhões (o que seria equivalente atualmente a R$ 81,7 milhões em valores corrigidos). O Santos rejeitou as ofertas e acabou o vendendo mais barato um ano depois.

Curiosamente, naquela ocasião, Diego falou sobre retornar à Vila, já que o time paulista havia feito três jogos seguidos longe do estádio.

“Voltar à Vila é sempre bom, principalmente nesse momento, pois a torcida estará do nosso lado e nós temos tudo para buscar outra vitória", disse na época.

Já nesta quarta, Diego até espera contar com o carinho do torcedor santista - embora pouco provável -, mas, quando a bola rolar, será um adversário. Pela primeira vez no estádio que tanto o viu brilhar – sempre com os mesmos 73 kg.

Ederson em Flamengo x Atlético-PR - Foto: Getty Images
EXTRA GLOBO: O ex-jogador Magrão, que em 2011 superou um tumor no testículo, usou as redes sociais para mandar uma mensagem de apoio ao meia Ederson, do Flamengo, que foi diagnosticado recentemente com o mesmo problema.

“Meu irmão, eu venci ! E você vai vencer !!! Sera mais um adversário como aqueles tantos que nos gramados, com seus dribles, você venceu ! Deus esta conosco sempre !! #forçaederson”, escreveu Magrão.

Ederson passará por uma cirurgia, para a retirada do tumor, na segunda-feira e não há previsão de retorno aos gramados. É bom frisar que vários atletas de alto rendimento já tiveram a doença e conseguiram se recuperar 100%. Magrão, Nenê Hilário, do basquete, o goleiro Douglas, do Avaí, e o atacante Robben, do Bayern de Munique, são alguns exemplos.

Nesta terça, Ederson agradeceu o apoio que vem recebendo de todos, entre torcedores, companheiros de profissão e clubes.

“A humanidade revela seus lados mais sublimes quando está diante de grandes dificuldades; supera diferenças, rivalidades, barreiras até então intransponíveis. Manifestam-se a solidariedade e o amor. Com poderes inimagináveis curam as feridas, derrubam muros, cessam a guerra. Transformam a mais solitária aflição em uma corrente imensa de mãos dadas.

Quando chegava ao fim uma batalha, fui convocado a uma batalha ainda maior, e as grandes batalhas, são oportunidades imensas de grandes lições. Lutando e aprendendo, com a força e carinho de todos chegaremos não apenas a vitória, mas acima de tudo, vencedores mais humanos e mais fortes.

Gostaria de agradecer a todos pelo imenso carinho e o apoio que estão demonstrando por mim, minha família, meus amigos e companheiros, torcedores, ao @flamengo meu clube atual, clubes onde passei e até mesmo clubes rivais ou adversários, pessoas de todo o Brasil e do mundo inteiro tem me enviado esse carinho, apoio e energia positiva, podem ter a certeza de que tudo isso já está me ajudando e me ajudará muito a superar essa batalha e voltar ainda mais forte! Um grande e forte abraço a todos”.

Berrio em Flamengo x Santos - Foto: Gilvan de Souza
EXTRA GLOBO: Em busca de uma vaga na semifinal da Copa do Brasil, o Flamengo encara o Santos, fora de casa, nesta quarta-feira, às 21h45, no jogo de volta das quartas. Como venceu o primeiro jogo por 2 a 0, no Rio de Janeiro, o Rubro-negro pode até perder por um gol de diferença que se classifica. Caso marque gols na Vila Belmiro, pode até perder por dois gols de diferença. Por exemplo, o resultado de 3 a 1 é do Fla. Um 2 a 0 a favor do Peixe leva a partida para os pênaltis.

Para a “decisão”, o técnico Zé Ricardo não poderá contar com os reforços Éverton Ribeiro e Geuvânio, que não chegaram a tempo de serem inscritos na competição. Com isso, o colombiano Orlando Berrío, que vive ótima fase, ganha mais uma chance entre os titulares. Everton, recuperado de uma gripe, volta ao time e completa com Paolo Guerrero o setor ofensivo. No meio, Diego, após ser poupado contra o Coritiba, está de volta. A dupla de volantes que ainda é uma incógnita. São quatro jogadores para duas vagas: Rômulo, Willian Arão, Márcio Araújo e Cuéllar. No gol, Thiago segue como titular já que Diego Alves não está inscrito na Copa do Brasil. Pará, Réver, Rafael Vaz e Trauco completam o setor defensivo.

Sem Ederson, mas por Ederson. A ausência do meia, por conta do tumor no testículo, estimula ainda mais o time a conquistar a vaga.

— O Flamengo vai ter mais um motivo para jogar em homenagem ao companheiro que vai estar torcendo. Ele vai ter a recuperação plena e rápida — disse o presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello.

Sem Ederson, Lucas Paquetá e o argentino Federico Mancuello serão as principais opções para o meio no banco de reservas.

Ederson, meia do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
UOL: Manhã da última terça-feira (25) no Ninho do Urubu. Ederson reuniu elenco e comissão técnica antes do treino do Flamengo. Com cuidado, compartilhou a notícia de que tem um tumor no testículo para aqueles com quem convive diariamente. O camisa 10 disse não aceitar ver ninguém triste e que contava com sorrisos para vencer mais uma batalha, algo com o qual se acostumou nos últimos anos.

Ederson se disse feliz por fazer parte do grupo, segundo ele o mais qualificado tecnicamente e de pessoas que integrou nos 16 anos de carreira. No fim, o jogador cumprimentou um a um e todos se mantiveram impactados. A força do atleta para lidar com uma notícia desse porte impressionou quem o cercou em um momento tão difícil.

Houve um silêncio respeitoso pela notícia e o lamento em razão do novo desafio que Ederson já enfrenta. Não se trata de exagero dizer que ele é um dos jogadores mais queridos do dia a dia do Flamengo. E vai além disso. Quem vive os bastidores do Rubro-negro o defende com unhas e dentes. É comum ouvir que faz de tudo para ajudar o time o máximo que possível.

Ederson é elogiado por ser um atleta dedicado e que segue à risca o que é passado pelos profissionais do clube. Preocupado com a saúde, ele sempre se cuidou fora de campo. O corpo, no entanto, o parou mais uma vez, agora a apenas cinco meses do fim de contrato com o Flamengo.

Foram alguns problemas enfrentados na Gávea. No último, ficou precisamente 311 dias afastado dos gramados. Os pouco mais de dez meses em recuperação começaram com uma tesoura aplicada pelo lateral corintiano Fagner em um duelo no ano passado. Na sequência, ele teve outros problemas físicos. Ederson passou por uma cirurgia no joelho em setembro de 2016 e o retorno aos campos chegou a ser colocado em dúvida.

O caso, mais grave, não foi o primeiro de Ederson no Flamengo. Em 2015, ele já havia sofrido com duas lesões menores, ambas em duelos contra o Vasco - uma na coxa esquerda e outra ligamentar no joelho direito. Em 2010, o sonho de defender a seleção brasileira também foi abreviado. Convocado pelo então técnico Mano Menezes, ele substituiu Neymar em um amistoso contra os Estados Unidos e saiu três minutos depois com uma grave lesão na coxa esquerda, que o deixou meses longe dos gramados.

Não foram poucos os problemas na carreira do jogador de 31 anos. Ele se apoia na família, principalmente na mulher Patrizia Pighini, italiana, com quem é casado desde 2008, e no filho Alessandro. Durante todo o tempo recente no qual ficou parado, foi com o menino que Ederson passou a maior parte do tempo livre.

Jogando videogame e batendo uma bolinha com o garoto, um "flamenguista alucinado", o meia encontrou forças para dar a volta por cima. O filho tem o pai como um autêntico ídolo e ainda deseja vê-lo fazer gols e brilhar pelo Flamengo. Há tempo para isso. O apoio de quem o ama, de amigos e dos torcedores é o combustível que o alimenta na batalha. Ederson já colocou na cabeça que vencerá mais uma e todos estão na torcida pelo sucesso. A hashtag #ForçaEderson se espalhou pelas redes sociais e todos os principais clubes do país entraram na corrente positiva.

O jogador será operado na próxima segunda-feira (31) e tem todo o apoio do Rubro-negro na recuperação. Com 99% de chance de cura, segundo o médico Márcio Tannure, e exemplos de vitória no esporte sobre o mesmo problema - Robben (futebol), Nenê Hilário (basquete) e Lance Armstrong (ciclismo) -, Ederson é só otimismo. O camisa 10 quer voltar a fazer o que ama e dar ainda mais alegrias ao filho Alessandro.

Com uma força que impressiona para superar os problemas, todos que convivem com o jogador acreditam em apenas questão de tempo para mais uma história de vitória. Pelo Flamengo, Ederson disputou 38 partidas oficiais e fez quatro gols.

Zé Ricardo, treinador do Flamengo - Foto: Telmo Ferreira / Frame Photo / Agência O Globo
UOL: O Santos aposta na experiência do técnico Levir Culpi, especialista em Copa do Brasil, para reverter a vantagem de dois gols do Flamengo no jogo de ida e eliminar o rival carioca nesta quarta-feira (26), na Vila Belmiro, às 21h45 (de Brasília), em partida que decide uma vaga na semifinal da competição nacional.

Como venceu o primeiro jogo por 2 a 0, o Flamengo pode até perder por um gol de diferença para se classificar diretamente. Se balançar as redes uma vez na Vila Belmiro, o Rubro-negro pode até sofrer três gols que ainda assim avança na Copa do Brasil. Neste caso, apenas uma derrota por goleada - a partir de 4 a 1 - será capaz de eliminar os cariocas. Em caso de triunfo do Santos por 2 a 0, a vaga será decidida nos pênaltis.

Além de carregar duas conquistas de Copa do Brasil no currículo (por Cruzeiro e Atlético-MG), Levir Culpi não tem motivos para duvidar de uma virada santista. O treinador virou o mesmo placar contra o próprio Flamengo na semifinal de 2014, quando classificou o Atlético-MG para a decisão. Após perder o jogo de ida por 2 a 0, ele levou o seu time a uma vitória por 4 a 1 na partida de volta.

Se o Santos confia no feito recente de Levir Culpi, o Flamengo considera o duelo pela Copa do Brasil "o mais importante do ano" após a conquista do Campeonato Carioca invicto e da queda precoce na Copa Libertadores. Internamente, encerrar a temporada com um título de expressão é espécie de feito obrigatório, principalmente pelo investimento realizado e o elenco disponível - considerado um dos melhores do país.

É neste aspecto que Zé Ricardo segue ameaçado. O técnico não é unanimidade desde a eliminação na Libertadores e enfrenta dificuldades para fazer o time engrenar. As principais críticas estão relacionadas ao processo de desorganização da equipe, que caiu de rendimento e sofre para criar jogadas. As falhas da defesa e a dificuldade em neutralizar os contra-ataques também incomodam.

Uma eliminação após a boa vantagem construída na primeira partida seria bombástica para os planos do Flamengo em 2017. Neste caso, o Flamengo teria apenas o Campeonato Brasileiro, no qual está 12 pontos atrás do líder Corinthians, e a Copa Sul-Americana para cumprir a meta.

Dificilmente, neste panorama, Zé Ricardo seguirá no cargo, apesar do discurso da diretoria de respaldo ao trabalho. Por outro lado, avançar na Copa do Brasil significa a curta distância de apenas quatro jogos para o sonho do tetracampeonato, além de consumar o retorno à Libertadores em 2018, um dos principais objetivos do departamento de futebol.

Sem reforços, Zé Ricardo deve repetir time do jogo de ida

Para cumprir a meta e aliviar a incômoda pressão, Zé Ricardo escalará um time diferente do que tem sido utilizado nos últimos jogos pelo Brasileirão. Como as inscrições da Copa do Brasil foram encerradas em abril, os reforços Everton Ribeiro, Geuvânio, Diego Alves e Rhodolfo não podem disputar a competição. Desta forma, o treinador deve escalar praticamente o mesmo time que enfrentou o Santos no jogo de ida.

A tendência é a de que o colombiano Berrío forme o trio ofensivo com Everton e Guerrero. O restante da equipe será um pouco mais cautelosa e tentará aproveitar os espaços proporcionados pelo Santos, que obrigatoriamente buscará o resultado.

"A Copa do Brasil tem menos jogos e um caminho mais curto para o título. É o jogo imediato que temos. Classificar é necessário para chegar ao título que a torcida sonha e sabemos que temos time para isso", encerrou Berrío.
Santos pode ter retorno do "Pastor"

A principal novidade do Santos deve ser o retorno do atacante Ricardo Oliveira. O "Pastor" da Vila Belmiro está recuperado de entorse no tornozelo e pneumonia e ficará com a vaga de Kayke, que sofreu lesão na coxa esquerda. O experiente camisa 9 marcou dois gols em treinamento nesta semana e encaminhou a sua volta aos gramados. O último jogo do atacante ocorreu no dia 3 de junho, no clássico contra o Corinthians.

Além de Ricardo Oliveira, o lateral Victor Ferraz está recuperado de uma lesão no joelho esquerdo e retorna ao time na vaga de Daniel Guedes. Lucas Veríssimo, que cumpriu suspensão na última rodada do Campeonato Brasileiro, também volta ao time. No restante, a equipe será a mesma que venceu o Bahia no último final de semana.

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Ederson campeão pelo Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
DE PRIMA: Como houve o diagnóstico de tumor no testículo de Ederson, está congelado o processo gerado pelos resultados analíticos adversos obtidos nas análises de doping do meia do Fla. Flagrado duas vezes em competições nacionais, ele não foi suspenso de forma preventiva, já que a suspeita é de que o aumento dos níveis do hormônio HCG sejam pela doença. O caso está na comissão de gestão de resultados da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem, comunicada pela comissão de controle de doping da CBF.

Para acabar de vez com o processo, o Flamengo precisará enviar a biópsia pós-cirurgia de retirada do tumor, bem como exames de imagem (tomografia, ultrassom e PET Scan) e um embasamento teórico mostrando que tumor no testículo muda os níveis de HCG no corpo. Os documentos a serem enviados pelo Fla irão posteriormente para a Fifa e a Agência Mundial Antidoping (Wada).

Os próprios integrantes da comissão médica da CBF, entre eles o presidente Jorge Pagura, acharam que havia algo indevido com a saúde do jogador porque os resultados de HCG não são comuns no futebol. O contato com o departamento médico do Fla foi feito, com a sugestão da realização de exames. O clube logo se prestou a averiguar a situação e o diagnóstico se confirmou.

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